quinta-feira, 18 de novembro de 2010

NOSSA VÁRZEA, NOSSA HISTÓRIA

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sem conexão entre o tempo e o espaço a gente não estava aqui e agora, não: sem passado não existe futuro. A gente tem memória curta, talvez pra não morrer de raiva... Pois, às vezes, esquecer é a única saída para evitar a guerra.
desde as pazes do rio Mapuá [Breves-PA], no séc. XVII; levou três séculos e meio para um Chefe de Estado-Nação vir à ilha do Marajó presidir entrega de títulos de regularização fundiária para população ribeirinha: foi o Presidente Lula acompanhado da Governadora Ana Júlia Carepa. Este acontecimento ficou na História da Amazônia paraense. Mas, será que o Povo do Pará captou direitinho o que é o PLANO MARAJÓ, programa Territórios da Cidadania e o memorável Projeto NOSSA VÁRZEA?

pra tentar uma resposta, ontem, os compadres ictiófagos da confraria da "Academia do Peixe Frito", Adaías Gonçalves, Lélio Costa da Silva, José Varella e Orizon Carneiro, reuniram-se em reunião-almoço no "Ponto do Açaí" / Estação das Docas. Como se sabe, conversa de compadre nunca é conclusiva, o negócio é "assuntar". Assuntou-se, pois:


  1. antecedentes históricos do Projeto NOSSA VÁRZEA de regularização fundiária (zona rural e urbana) em terrenos da União: vimos que a revolução popular paraense de 1835 (Cabanagem) e a obra de Dalcídio Jurandir estão na origem da demanda popular tendo atuação de Neuton Miranda no comando da GRPU-PA dentro do PLANO MARAJÓ;
  2. contatamos que grandes obras urbanas de encher os olhos da classe média tiveram grande destaque do marquetingue da campanha eleitoral de 2010, mas a regularização fundiária beneficiando muitos milheiros de famílias ribeirinhas e de baixa renda em invasões de Belém praticamente não se lembrou. Como a maioria dos eleitores é constituída de pessoas excluídas, seria de esperar uma mensagem a essa gente que por suposto foi sensível à pregação do candidato ao senado, Flexa Ribeiro, fazendo apelo aos fornecedores de açaí. Por outra parte, felizes proprietários de automóvel e moradores de grandes avenidas, além de constituir uma minoria já cristalizara uma tendência de irremediável oposição ao governo;
  3. para que não venha a se apagar, precocemente, a memória do histórico Projeto NOSSA VÁRZEA, consideramos a necessidade de batalhar a fim de manter viva a imagem de Neuton Miranda como comandante da regularização fundiária em terras da União no estado do Pará.
Isto posto, ficou decidido:

  1. atuar em grupo para formar um denominado "Grupo de Estudos Socioambientais NEUTON MIRANDA";
  2. criar logomarca própria e adotar imagem de Neuton Miranda como ícone do projeto coletivo;
  3. estabelecer rede de comunicação social com missão de congregar comunidades locais que foram atendidas pela regularização fundiária em terras públicas;
  4. participar fortemente em campanhas contra o analfabetismo e na prevenção de doenças;
  5. adotar mecanismo de EAD (ensino à distância) para transmissão de educação continuada, formação de lideranças comunitárias e informação pública;
  6. apoiar trabalhos para valorização da família frente ao consumo de drogas, prostituição infanto-juvenil e prática de crimes contra os direitos humanos e o patrimônio público;
  7. assumir compromisso em favor da erradicação da pobreza e defesa do meio ambiente, esclarecimento das comunidades tradicionais sobre a mudança climática e tomar partido contra o trabalho escravo.
fomos informados de projeto para formação da "ORQUESTRA DO MARAJÓ", que nos motivou a apoiar a iniciativa e a buscar amigos, inclusive no exterior, para maior divulgação e sucesso dos músicos marajoaras, desejando que o Projeto NOSSA VÁRZEA venha a ser parceiro nato da orquestra.

Um comentário:

  1. A Secretaria dp Patrimonio da União (SPU) é outra a partir de concepções que vão ao encontro das necessidades do povo. Hoje pela manhã, a GRPU-PA destinou área de 12 hectares para construção de 410 unidades habitacionais para famílias até 3 salários mínimos, o evento contou com a participação da Governadora Ana Júlia e movimentos nacionais que lutam pela moradia, como CMP, CONAM, MNMP, UNLMP.
    Momento histórico no Pará, pela primeira vez, o movimento popular será gestor do empreendimento.

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