segunda-feira, 30 de março de 2015

400 ANOS DE INVENÇÃO DA AMAZÔNIA: BELÉM DEVE DESCULPAS AO BRAVO POVO MARAJOARA.


Amostra comparativa entre Cultura Marajoara e antiga Civilização Egípcia, no Museu Nacional no Rio de Janeiro, poderia suscitar reflexão nacional sobre cultura e meio ambiente nos dois maiores rios do planeta, nas comemorações dos 400 anos de invenção da Amazônia, em 2016, a partir da fundação de Belém do Pará.


Arte primeva do Brasil, tanga em terra-cota, cultura Marajoara, Museu Nacional / UFRJ.


"A tudo responderam todos conformimente que sim; e só um principal, chamado Piyé, o mais entendido de todos, disse que não queria prometer aquilo. E, como se ficassem os circunstantes suspensos na diferença não esperada da resposta, continuou dizendo que ‘as perguntas e as práticas, que o padre lhes fazia, que as fizesse aos portugueses, e não a eles; porque eles sempre foram fiéis a El-Rei, e sempre reconheceram por seu senhor desde o princípio desta conquista, e sempre foram amigos e servidores dos portugueses; e que, se esta amizade e obediência se quebrou e interrompeu, fora por parte dos portugueses, e não pela sua: assim, que os portugueses eram os que agora haviam de fazer e refazer as suas promessas, pois tinham quebrado tantas vezes, e não ele e os seus , que sempre as guardaram (VIEIRA, 2008, p.422). [carta publicada em 1660 como “Copia de huma carta para ElRey N. Senhor, sobre as missões do Seará, do Maranham, do Pará & do grande rio das Almazonas. Escrita pelo Padre Antonio Vieira da Companhia de Jesu, Pregador de Sua Magestade & Superior dos Religiosos da mesma Companhia naquela Conquista  Lisboa: Officina de Henrique Valente de Oliveira, 1660.”].



Há 360 anos, através de representantes no senado da Câmara de Belém moradores do Pará requereram ao rei de Portugal extermínio e cativeiro dos chamados Nheengaíbas, povos indígenas das ilhas do Marajó, mediante "guerra justa" -- simples pretexto para abastecer de escravos a colônia. Mas, o genocídio anunciado dos Marajoaras poderia ser tiro pela culatra. Varrer do mapa a estulta pretensão pelo irremediável desastre humanitário, evitado graças ao acordo de paz de Mapuá (Breves), de 27 de agosto de 1659, entre sete caciques Nheengaíbas e a Companhia de Jesus, em função legal de tutora dos povos indígenas do Maranhão e Grão Pará conforme a lei régia de 1655, representada no ato histórico pelo superior da Missão padre Antônio Vieira. 

Visto que a guerra justa, caso fosse levada a cabo, como queriam de fato os senhores do Pará àquela época; seria derrota certa, como o padre Vieira tanto avisou. Provavelmente, arrastados à guerra já sem sentido para eles, os combalidos tupinambás sobre os quais os portugueses se fiavam em suas desmedidas ambições; cansados de correrias e vinganças sem fim, desenganados da Terra sem mal jamais encontrada e eles mesmos em vias de caboquização através do catolicismo popular. Se antes, em todo vigor mágico da antropofagia, não puderam os Tupinambás submeter as aldeias nheengaíbas mais próximas à beira; quando mais invadir e ocupar os centros isolados da ilha, grande como os Países Baixos; frente a cerca de até 50 mil Nheengaíbas em pé de guerra contra os portugueses do Pará. 

Estes nheengaíbas (nuaruaques) ao se verem atacados em seu território ancestral, nos meandros do labirinto de infinitos furos e milhares ilhas atravessadas às bocas do Amazonas, conforme costume antigo dos Aruak, certamente iriam se confederar com numerosos parentes Tucujus no Amapá e Parikur no Oiapoque, os quais mais depressa iriam buscar ajuda de armas e munição entre seus compadres nas Guianas inglesa e holandesas, recentemente expulsos da Amazônia Marajoara, entre 1623 e 1647, sob ataque combinado de portugueses e tupinambás

Tanto é verdade, que já nas primeiras décadas do século XVIII, Guamã, cacique dos Aruãs e Mexianas, ainda atacava aldeias de "índios mansos" (escravos) às ilhargas de Belém para com eles para escambo obter armas e munição junto a traficantes franceses na Guiana: donde resultou o furto do café de Caiena pela tropa de guarda costa comandada pelo sargento-mor Francisco de Melo Palheta, homem bom da Vigia, mandado em encalço ao tuxaua bandoleiro.

Hoje são mais de 400 mil marajoaras vivendo na comunidade de dezesseis municípios (Afuá, Anajás, Bagre, Breves, Cachoeira do Arari, Chaves, Curralinho, Gurupá, Melgaço, Muaná, Ponta de Pedras, Portel, São Sebastião da Boa Vista, Salvaterra, Santa Cruz do Arari e Soure). Fora isto, estima-se que dentre três residentes da área metropolitana de Belém um é oriundo de família antiga marajoara, o que representaria quase 500 mil marajoaras. Os quais somados à comunidade marajoara do Amapá e Guianas permite estimar em cerca de um milhão de descendentes de nheengaíbas mestiçados a outras etnias indígenas, negros e colonos europeus no Marajó velho de guerra.

A Academia do Peixe Frito, para manifestar gratidão aos Vereadores da Câmara Municipal de Belém que votaram a favor do reconhecimento desta confraria como patrimônio cultural imaterial do município; contribuindo no quadro das comemorações previstas para os 400 anos da Capital de todos paraenses; vem por este meio sugerir oportunidade para ato especial declaratório de amizade e defesa das tradições marajoaras suplantando para sempre eventuais resquícios do antigo conflito colonial. Ocasião para sessão especial da Casa do Povo belenense com referência à esquecida data histórica de 27 de agosto -- aos 357 anos da paz de Mapuá --  convidando a arqueóloga Denise Shaan, da Universidade Federal do Pará (UFPA), para proferir palestra na CMB com participação de Câmaras Municipais do Marajó, levando em conta contexto histórico das relações da Capital com respeito à Cultura Marajoara pré-colombiana. 

Com este sugestivo ato declaratório a cidade de Belém através de seus representantes eleitos à Câmara de Vereadores estabeleceria diálogo efetivo entre vereadores da região metropolitana, Santana-Macapá, Baixo Tocantins e Marajó em fórum permanente aberto à comunidade para uso democrático e sustentável da Cultura Marajoara na criação de produtos culturais e turísticos visando a promoção do IDH das populações tradicionais do estuário amazônico como um todo.

http://marte.museu-goeldi.br/ecfpn/sites/default/files/DSC05639.JPGFloresta Nacional de Caxiuanã (FLONA Caxiuanã) - Moradia em palafita, população tradicional. Criaturada de Dalcídio Jurandir, nos municípios de Melgaço (antiga aldeia Aricará) e Portel (aldeia Arucará): segundo Antônio Vieira estas duas aldeias foram fundadas com índios Nheengaíbas levados de Mapuá (Breves), em 1659, logo após o acordo de paz de 27 de Agosto.

segunda-feira, 23 de março de 2015

ESPÍRITO DO BARÃO DE ITARARÉ BAIXOU NO TERREIRO TABAJARA.


Barão de Itararé, patrono doravante da Baronia do Peixe Frito,
na capitania hereditária do Ver O Peso.

kaabokLeaks INCONFIDÊNCIA MANEIRA


info in box entre o Barão de Piracuí e o Barão de Tamuatá post emissão via Web da cabanagem anarcopoéticocybernética dos autoproclamados vândalos do Apocalypso.


  • Podes usar, assim: Carlos Mendes, o "Barão de Tamuatá".
    Barão de Tamuatá, o elitista que não tem onde cair morto.
    Barão dew Tamuatá, membro da Academia Paraense de Letras Protestadas.
    Barão de Tamuatá: filho de Matinta Pereira com Guarda Noturno.
  • José Varella
    José Varella

    dando risada com meu filho Rodolfo que quer criar a confraria do MULEQUE cervejeiro (ele faz cerveja artesanal com gosto de fruta regional...) acho que vou assumir personagem de Barão de Piracuí... o lado sacana do humou da peixefrito onde foi bamba o poeta Rodrigues Pinajé.
    a baronia anarco-monarquista-subversivo-macumbística e já o Barão de Itararé como patrono.
  • Carlos Mendes
    Carlos Mendes

    Só o humor nos salva, caro Varella.
  • José Varella
    José Varella

    acheio o jogo aberto, já vou compartilhar.
  • Carlos Mendes
    Carlos Mendes

    Nem Mãe Dinah, nem Mãe Delamare. Quer saber como você vai estar daqui a 200 anos, saiba fazendo uma consulta com o Barão de Tamuatá. Em sua tenda, montada na pedra do Ver-o-Peso, ele fará os vivos terem inveja dos mortos com suas previsões. Você nunca mais será o mesmo depois de ouvir a previsão do Barão de Tamuatá sobre sua, seu futuro e seu presente. Ele traz de volta o amor que você perdeu, nem que seja na porrada.
  • José Varella
    José Varella

    posso trancrever?
    penso que se pode homenagear o Professor Gurijuba com título póstumo de Barão de Paricatuba (lugar real, e cenário do romance "Marajó).
  • Carlos Mendes
    Carlos Mendes

    Claro, só corrige o seguinte trecho "Você nunca mais será o mesmo, depois de ouvir a previsão do Barão de Tamuatá sobre sua vida, seu futuro e seu presente".
  • Carlos Mendes
    Carlos Mendes

    Barão de Tamuatá: sua currículo é invejável até para os mais invejosos. Ele tem doutorado, pós doutorado e outros títulos não clubísticos pela UTEPA - Universidade dos Trapaceiros do Estado do Pará. Recentemente, numa conferência na Sudam, foi chamado de "franciscano" ao defender a redução de cobrança de propina de 40% para apenas 5%. Descobriu-se que seus fundos estão todos depositados num banco da Praça da República, guardados por dois hippies e um papudinho.
  • Carlos Mendes
    Carlos Mendes

    Quis dizer seu currículo
  • José Varella
    José Varella

    blz... estou ouvindo a edição de ontem... memória do rádio, impagável...


MEMÓRIA DO RÁDIO

http://www.diariodopara.com.br/N-107198-PF+E+ANATEL+FECHAM+A+RADIO+TABAJARA+FM.html




Alô, alô Interior, Exterior e plano Superior!

 A coisa começou por acaso quando fui me meter a fogueteiro, construindo pontes imaginárias no espaço virtual. Inveja pura dos manos amaZonenses da Zonafranca, com a ponte do Rio Negro, lá deles; entre Manaus e Iranduba atravessando do nada para lugar nenhum... Há controvérsias, dizendo eles - com certa razão - que a ponte rionegrina de hum bilhão de reais vai pro Futuro, que nem o Expresso do mano Gil, que sai direto de Bonsucesso até o ano 2000... O diabo é que já estamos em 2015 e o trem atrasou. 

O trem da ferrovia Norte-Sul inclusive, com a Lei Kandir que não se tira do meio do caminho, que nem a pedra do poeta Drummond... Seria muito bom aplicar o princípio de partilha do Pré-Sal com recursos para fundo de educação em extensão à extração de minérios do subsolo. Além da colonialidade do desenvolvimento CQC da Amazônia, durante a "Ditabranda" da famigerada Transamazônica arrancaram os trilhos da nossa estrada de ferro Belém-Bragança e levaram tudo para o Ceará sem bilhete nem foguete.

Seja dita a verdade: quando convidaram o general-presidente Geisel para vir inaugurar a ponte do Mosqueiro sobre o Furo das Marinhas ele queria saber a que servia. Poderia perguntar a quem servia... Dizem as más línguas que, primeiramente aos donos das terras por onde passou a rodovia para a ilha. Segundamente, aos turistas que futuramente iriam chegar. Como de fato chegaram, nem tantos como queriam... Mas chegaram sim uns zinhos. É claro que a ponte do Furo das Marinhas não deixaria furo se antes tivesse ela sido interligada à ponte do Outeiro para Icoaraci. Mas, aí talvez tivesse sido pior emenda que o soneto, a levar mais depressa a favelização dos subúrbios belenenses adentro da Bucólica, muito mais acelerado do que já está...

Salvo se, antes que tudo, fosse providenciado um planejamento territorial justo integrado das trinta e nove ilhas do arquipélago do Guajará ao espaço urbano da península de Belém: o navio Almirante Alexandrino e sucessores da linha Mosqueiro-Soure tivessem sido conservados e integrados ao transporte fluvial da orla de Belém. Tal qual sonha o sumano Sidou como alternativa ao tranca rua codinome BRT (barra ruas de trânsito). A gente está cego de tanto ver o rio e assim nem o Google map salva a leseira amazônica. 

Vivemos no delta do Nilo amazônico, esquina do Atlântico... A conexão da Belém-Brasília através de "ponte" Belém-Macapá é factível com rodovia Transmarajoara à holandesa: como os índios marajoaras fizeram os tesos e a nova cidade de Santa Cruz do Arari renasceu do fundo do lago. Os cegos do desenvolvimento CQC quiseram fazer um estropício com nome de "hidrovia", que seria comparável a um estupro da Ilha, quando na verdade a dita hidrovia já existe naturalmente: para carga pesada os Furos de Breves entre os portos de Santana-Macapá e Barcarena-Belém; para ecoturismo e barcos regionais de passageiros a grande ecovia Anajás-Arari, requerendo tão-só revitalização dos ditos rios dando oportunidade também à perenização do lago Arari.  Claro, o programa da UNESCO "O Homem e a Biosfera" (MaB na sigla em inglês) viria a calhar a fim de atrair atenção mundial e investimentos em cooperação internacional caso iluminados do poder da província não vetassem a Reserva da Biosfera Marajó-Amazônia...

Para que tudo isto, afinal de contas? Sobretudo, para fazer inclusão socioambiental da Criaturada na invenção do desenvolvimento sustentável da Amazônia. Ou, então, não me venham com conversa mole pra boi dormir... Assim, o Amapá e Pará juntos poderiam interligar-se à rodovia Pan-Americana através da ponte do Oiapoque (pronta para inauguração já há algum tempo) em direção a Caiena, Paramaribo, Georgetown, Ciudad Guayana, Caracas... Rota histórica de contrabando e tráfico de coisas más. 

Estarei sonhando? Não, a maior parte deste trecho da rodovia Pan-Americana existe: por outra parte, é como se não existisse. E o resto é sonho que se realizaria se o Norte acordasse do grande sono colonial. Teoricamente, o Extremo Norte brasileiro faz parte do MERCOSUL, na prática, "merconorte" panema de coisas que não prestam... Estamos por um triz para assistir o MERCOSUL sucumbir ao assédio da zona de livre comércio com a União Europeia. Logo em seguida no trilho europeu a famigerada ALCA chegará com fome redobrada fome de lucros e a recolonização estará feita... 

Seremos engolidos todos, gregos e troianos da província do Parau, na fazenda grande vendida de porteira fechada. Foi aí, com tamanha assombração no horizonte, que meti ficha e sapequei no blogue a "Ponte dos Cabanos" feita em bits interligando as bandas dos sumanos da guitarrada de Mestre Vieira em Barcarena aos carimbozeiros Nuaruaques de Itaguari, digo Ponta de Pedras; passando por riba da baía do Marajó paresque a ponte Rio-Niterói. Quem sobrevoa a antiga aldeia de Murtigura (hoje Vila dos Cabanos e Vila do Conde) e olha ao outro lado da baía já avista pelo alto além de Ponta de Pedras o traçado mais curto pelos campos para Cachoeira do Arari: uns doze quilômetros para a ponte maior sobre o Rio Pará em seu menor trecho para atravessar ao Marajó, por aí poderá ligar Belém pela Alça Viária à antiga Costa-Fronteira do Pará e futura via turística Costa do Sol com ou sem pontes nos rios Arari, Camará e Paracauari (quem conhece sabe que isto é plenamente viável, se de fato quisermos que Marajó algum dia venha a ser chamado de Costa Rica paraense, por exemplo).

Na verdade, eu queria era refazer o protesto que os Mosaicos de Ravena já tinham feito sobre os gringos levar os nossos minérios a troco de mixaria. No caso, ricos negócios da China e a gentinha suburbana a andar de ônibus xexelento e comprar 1,99 com cartão crédito...

Como se isto não bastasse, lá fui eu com minha mania de fazer pontes no ar. Onde os brancos da província levantam muros e cercas, meter bedelho em Soure e Salvaterra com uma "ponte" dessas tais sobre o rio Paracauari... O que dá pra rir, dá pra chorar! Eis que o Barão de Tamuatá, vulgo jornalista Carlos Mendes; viu a matéria onde os outros só viam presepada sobre o nada; e ele me convida a comparecer ao centro esotérico do pensamento do finado Barão de Itararé (mais conhecido como Rádio Web FM Sintonia). E eu durmo? Convite de barão, não é convite. É intimação...

Lá estava eu rente como pão quente a fim de compartilhar do Jogo Aberto com o sumano Francisco Sidou, outro quixote que está de saco cheio de "andar" (sic) parado no trânsito e quer aerobarco, transporte fluvial essas coisas de caboco quando aprende a ler e escrever. Um perigo para a sociedade civilizada, está claro. 


ESTÁ FORMADA A CONFRARIA MULEQUE CERVEJEIRO PELA BARONIA DO PEIXEFRITO.


Foi quando no meio da discussão baixou o espírito do Barão de Itararé. Não bateu à porta nem em ninguém. Carlos Mendes já estava devidamente incorporado em Barão de Tamuatá e eu não de me fiz de rogado para assumir a persona do Barão de Piracuí. Não sei se o Sidou está a fim de entrar no jogo da baronia, como outrora os Vândalos do Apocalipse entraram da brincadeira da academia do peixe frito para espicaçar a vaidade brega dos nossos imortais. De todo modo, acho que a coisa vai pegar. Aguardem o próximo episódio e vão tomando seus lugares e assumindo vossos papéis que a vida é teatro.

domingo, 15 de março de 2015

Viva a República! Viva o Povo Brasileiro!



CONTRA O IMPÉRIO DOS BANCOS E DA MÍDIA


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A Revolução social de 1789 ainda tem por fazer cair diversas Bastilhas no mundo inteiro: a Bastilha da Educação e da Saúde em primeiro lugar para erradicação da Pobreza e da exclusão social.

#contraoGolpismo e o retrocesso político em toda América Latina. 

#Viva_a_RevoluçãoBolivariana.

#Avante MOBILIZAÇÃO PARA A REFORMA POLÍTICA EM DEFESA DA DEMOCRACIA POPULAR.