quarta-feira, 22 de outubro de 2014

VIVA A CRIATURADA GRANDE!


1ª ASSEMBLEIA NACIONAL DOS EXTRATIVISTAS COSTEIROS E MARINHOS, de 14 a 19 de outubro, em Belém do Pará.



ELOGIO DA UNIVERSIDADE DA MARÉ

Da Paraíba ao Pará e o Brasil inteiro, o sumano Vergara se distingue como grande socioeducador da “Criaturada grande” de Dalcídio Jurandir. Este um, como se sabe, é o nosso índio sutil marajoara chamado por Jorge Amado na entrega do Prêmio Machado de Assis (1972), da Academia Brasileira de Letras, o maior romancista da Amazônia por sua obra consagrada à gentinha mais humilde do Baixo Amazonas, ilhas do Marajó e subúrbios de Belém. 

Donde veio esta gente que continua chegando pra cursar a universidade da maré? Veio de muitas lonjuras, das ilhas do Caribe antigamente em canoa à vela de jupati... Veio de canoa a remo descendo o grande Amazonas, o Tocantins e Xingu... Da distante África a ferros, na cruel travessia do Mar-Oceano em feios navios negreiros... Dos Açores espancados pela pobreza dos casais a fim de povoar a terra roubada aos índios. Veio do Nordeste, a pé, pelo antigo Caminho do Maranhão para conquistar a terra grande dos Tapuias e o rio das mulheres icamiabas. 

E quando acaba, quem é dono deste vasto verde mundo dos confins de meu deus? Amazônia azul aqui estamos nós, carenguejando pela beira a caminho da feira, a esperar por vós.

Na velha luta de resistência e sobrevivência desta brava gente, Natureza e Cultura dialogam no discurso e na prática do tempo e do espaço dialeticamente construídos. E, no parto de nossa conturbada história, nasceu no Acre dos empates de Chico Mendes e seus valentes companheiros seringueiros contra o latifúndio devastador, a rede de reservas extrativistas. 

Desde então, a Criaturada acampou na teoria do “desenvolvimento sustentável” em forma de Resex; descendo o Amazonas que nem Cobra Norato sentou praça no Rio de Janeiro e conquistou o Brasil até, ultimamente, brindar o Pará velho de guerra com a criação da emblemática Reserva Extrativista Marinha Mestre Lucindo, em Marapanim.

Aqui entra homenagem ao vocacionado professor da universidade da maré, o sumano Vergara; quando é oportuno destacar a nova resex do Salgado em pleno apogeu extrativista marinho do invento florestal de Chico Mendes, florão amazônida da “economia verde” à beira mar plantada, pela indagação supimpa do Pescador a respeito da biodiversidade aquática que instala a cooperação didática entre conhecimento tradicional e saber científico. Cátedra onde sumano Vergara Filho realiza sua extraordinária missão pedagógica com a bela composição do carimbó de Mestre Lucindo:

“Eu quero saber a razão que no mar não tem tubarão?
Eu quero saber porque é?
que no mar não tem Jacaré?

Resex, mea gente; é codinome de território reconquistado por populações tradicionais: lugar de reencontro e de religar conhecimentos, onde o Homem e o Meio Ambiente se completam e se desenvolvem física e espiritualmente em interações recíprocas, como Mestre Lucindo expressou, de maneira inconfundível, no ritmo do carimbó reconhecido agora pelos IPHAN como patrimônio cultural imaterial nacional. 

Expressão maior da vida e da obra do respeitável pescador e artista de Marapanim inspirado da maré, que deu nome à nova resex do litoral paraense num conjunto de 12 unidades de conservação, das 19 reservas extrativistas marinhas do Brasil. Rede solidária onde Vergara tem tudo a ver como coordenador e gestor, mas acima de tudo, como socioeducador pleno de contagiante entusiasmo.

Waldemar Londres Vergara Filho, nasceu em 21 de julho de 1958, na cidade de João Pessoa, Estado da Paraíba, filho de Waldemar Londres Vergara e de Ruth Nunes Vergara. Biólogo de formação, especializou-se em Análise e Avaliação Ambiental pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ), ele desenvolve desde 1985 até o presente ampla atividade profissional em diversas partes do país, principalmente no Estado Pará, onde tem domícílio na cidade de Belém a serviço do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Ministério do Meio Ambiente. Desde 1999 desenvolveu com ampla experiência na área de Gestão Ambiental com a criação, implementação e gestão de Reservas Extrativistas no Estado do Pará, tendo antes exercido cargo de coordenação do Centro de Populações Tradicionais e Desenvolvimento Sustentável – CNPT / IBAMA / PA, entre os anos de 2003 e 2008, sempre prestando apoio ao fortalecimento socioambiental e econômico de populações tradicionais extrativistas. Desta maneira, desde 2009 até o presente, exerce chefia da Reserva Extrativista Marinha de São João da Ponta (RESEX São João da Ponta).

Um meritório trabalho, ainda de escassa visibilidade e disponibilidade de recursos; que se insere no enfrentamento geral dos problemas ambientais causados pela industrialização e aumento demográfico em condições de marginalização, pobreza e conflitos bélicos em várias partes do mundo. De modo geral, sabe-se da extrema importância que os rios, lagos, mares e oceanos tem no equilíbrio do nosso Planeta, assim que mais da metade do mesmo é formada por água e que deste essencial elemento depende a flora e a fauna. Onde, em biomas específicos, sobrevivem milhões de pessoas em meio a rigorosos impactos sociais e econômicos que levam, muitas vezes, à degradação da biodiversidade e da diversidade cultural das regiões.

Entre continentes e o vasto mundo das águas, perduram faixas úmidas de mangues, várzeas, dunas, restingas, praias e outras formações geográficas ribeirinhas influenciadas pela maré ou por enchentes periódicas de bacias hidrográficas. Aí, neste mundo complexo, populações tradicionais extrativistas pressionadas pelo “progresso” invasor lutam pela sobrevivência e tiram sustento para suas famílias e a comunidade local, assim como também abastecem de alimentos cidades vizinhas na região; movimentam a economia, inclusive através de turismo gastronômico. 

No vivo contraste social e político entre riqueza e pobreza, o estado intervém no fomento da atividade econômica mediante investimentos públicos de infra-estrutura viária, portuária, energética, saúde, educação, etc. E, portanto, o desenvolvimento destas populações deve ser contemplado por políticas públicas integrada na conta de investimento e não apenas como despesa assistencial. O desenvolvimento nacional deve ter olhos ecológicos-econômicos a contemplar áreas protegidas (terras indígenas, quilombos, reservas extrativistas, reservas de desenvolvimento, áreas de proteção ambiental e reservas da biosfera) – notadamente com a participação da comunidade – como partes estratégicas de um único sistema produtor, não como obstáculos ao desenvolvimento ou muito menos “guetos ecológicos”. 

Aí está a pedagogia socioambiental que a Criaturada da rede de Resex apresenta!

terça-feira, 14 de outubro de 2014

BATALHAS PARAUARAS AO SOM DO RETUMBÃO

Mestre Lucindo: justa homenagem da comunidade de Marapanim ao ícone do Carimbó do Salgado no ato de criação da nova reserva extrativista marinha da Amazônia azul.



Lucindo Rebelo da Costa, o Mestre Lucindo, foi pescador, artista, cantor e compositor do Carimbó,  faleceu em 1988 deixando mais de 300 composições, entre elas Pescador, Ô Menina Bonita, A volta que o carneiro deu, Nasci na verde rama, Embarca morena embarca, Fita verde, Fui acompanhar cipó, Peru do Atalaia, Adeus morena e Lua, Lua, Luar, entre outras.





CANTANDO E REMANDO PELA BEIRA

O Governo Federal criou três novas Unidades de Conservação (UC) e ampliou uma já existente, no litoral nordeste do Pará. O decreto da Presidência da República foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (13). Com as novas Reservas Extrativistas (Resex) Marinhas – Mocapajuba, Mestre Lucindo e Cuinarana – e a ampliação da Araí-Peroba, criada em 2005, a área conservada na região aumenta em 51%, chegando a 322 mil hectares.


As novas Resex Marinhas estão localizadas nos municípios de São Caetano de Odivelas, Marapanim e Magalhães Barata, na região do Salgado Paraense, onde está o maior cinturão contínuo de manguezais do mundo (680 km de costa), que vai do Amapá ao Maranhão, correspondendo a 70% dos manguezais do Brasil. 

Na região já existiam outras nove Reservas Extrativistas, onde vivem 28 mil famílias em comunidades tradicionais que têm a pesca artesanal com principal atividade econômica. O conjunto de UCs vai garantir a conservação da biodiversidade dos ecossistemas de manguezais, restingas, dunas, várzeas, campos alagados, rios, estuários e ilhas. 

As Resex são UCs que conciliam o uso sustentável dos recursos naturais com a proteção do meio de vida e a cultura das comunidades extrativistas locais. Com as novas áreas de uso sustentável, aumenta para 34 mil o número de famílias beneficiadas na região. As Reservas Extrativistas foram propostas pelas comunidades locais e o processo foi elaborado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).Três novas Reservas Extrativistas Marinhas são criadas no Pará. Fotos: João Freire

"A microregião do Salgado Paraense conquista uma condição muito especial para inaugurar uma nova fase de desenvolvimento a partir do potencial produtivo dos ecossistemas locais e da sua extraordinária biodiversidade,  mas a criação foi apenas o primeiro passo. O desafio agora é a elaboração de um planejamento e de um modelo de gestão integrada, envolvendo o conjunto das doze Reservas Extrativistas do Salgado, capaz de envolver e mobilizar agentes públicos e da sociedade civil para um mesmo propósito: cuidar da natureza e melhorar a vida da população", destacou o presidente do ICMBio, Roberto Vizentin.

Processo de criação

Em julho passado, em mais uma etapa do processo de criação das três Resex, mais de 800 pessoas participaram de quatro audiências públicas realizadas pelo ICMBio na região de Salgado Paraense. Foi mais uma oportunidade para moradores, movimentos sociais e autoridades locais debateram com o ICMBio. Depois das audiências, o processo foi finalizado no ICMBio, encaminhado para o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e depois para a Presidência da República, que decidiu pela criação das Resex. 


"Com o decreto, as Reservas passam a ser administradas pelo ICMBio. As diretorias vão atuar de forma integrada, através de ações de fiscalização, criação de conselho gestor e ações socioambientais que vão viabilizar a implementação das unidades", explicou Marcelo Cavalini, analista ambiental da Diretoria de Criação e Manejo de Unidades de Conservação (Diman/ICMBio), que participou da elaboração da proposta das novas Resex.

Ecossistema Manguezal

No Brasil, os mangues são protegidos por legislação federal devido à importância que representam para o ambiente marinho e para a populaçõe humana. A sua riqueza biológica faz com que essas áreas se constituam em grandes berçários naturais, tanto para as espécies típicas desses ambientes quanto para aves, peixes, moluscos e crustáceos, que encontram as condições ideais para reprodução, eclosão, criadouro e abrigo, quer tenham valor ecológico ou econômico. Os mangues, portanto, formam a base da cadeia alimentar marinha.

Colaborando para o enriquecimento das águas marinhas com nutrientes e matéria orgânica, os manguezais desempenham importante papel ecológico, econômico e social. Para se ter uma ideia, estima-se que os manguezais produzam mais de 95% do alimento que o homem captura no mar. Por essas razões, a sua manutenção é vital para a subsistência das comunidades pesqueiras que vivem em seu entorno.

No passado, a extensão dos manguezais brasileiros era maior: muitos portos, indústrias, loteamentos e rodovias costeiras foram desenvolvidos em áreas de manguezal, ocorrendo uma degradação do seu estado natural.

fonte: ICMBIO.


 UMA LONGA HISTÓRIA DE SOFRIMENTO E LUTA

Esta gente -- Criaturada grande de Dalcídio -- não sabe o certo, masporém do errado ela sabe muito bem. Esta gente veio ao mundo, paresque, no bucho da Cobragrande em forma de peixe, muito jitinho; e se enxugou ao sol equatorial em riba das pedras na beira do Rio Negro onde virou gente, segundo inconfidência de certos colegas pajés do sábio Ermano Stradelli.

Cansada de labutar sob sol inclemente na escravidão da lida, esta gente inventou a primeira noite do mundo e escondeu o mito seminal da amazonidade no fundo do rio de Heráclito, dentro de um caroço de tucumã que nem a tradição da renascença guardada em urnas de cerâmica nos tesos do Marajó. 

Por necessidade e acaso, da margem oposta vieram os bravos caraíbas a comer quantidade de gente em busca da Terra sem mal (yvy maraey): utopia selvagem onde, diz-que, se acharia o paraíso onde não existe fome, trabalho escravo, doença, velhice e morte... Então, o pau cantou até o sol sentar e atar a rede lá nas bandas do Araquiçaua mágico. Eita gente danada! ... 

Não sabem nadinha da história do vasto mundo, nem um tico de álgebra ou filosofia: no entanto, apesar de tudo, a Criaturada é PhD pela universidade da maré, diplomada em ciência e tecnologia do mato sem cachorro... Desde aquela velha universidade pés descalços, de mil e tontos (sic) anos de idade; que se chamou um tanto a torto "Cultura Marajoara" (a primeira ecocivilização da Amazônia). 

Esta gente valente que dá de comer às vilas e cidades da região, farinha nossa de cada dia, pra fazer pirão de açaí e peixe frito. Ah o peixefrito!!!... Sustança regional de nossas ilustradas academias, câmaras municipais, paróquias e assembleias apaixonadas pelo progresso estrangeiro e doidas por dinheiro. Por tudo isto, esta gente está contente com a Reserva Extrativista Mestre Lucindo e todas mais da brava família extrativista. Donde entre prosa e verso vem o caranguejo, mexilhão, a gó e aquilo outro, o turu; à mesa do pobre e do rico.

A região do Salgado é mais que uma rica despensa do Pará velho de guerra. Também é uma importante região ecocultural que se liga, histórica e geograficamente, ao antigo caminho do Maranhão desde a era Tupinambá antes da chegada de holandeses, franceses e finalmente nossos avozinhos portugueses. Esta gente vem de muitos tempos e espaços distantes para vir aqui fazer cantoria e batuque...

Este eterno retumbão de São Benedito, pulsando no peito das gerações da Marujada; mistura muito canto e chão. Nos trás, a modo, vozes dos Açores com suas alegrias e suas dores; mágoas sem fim e ternos afetos da mãe África. E, pois, hoje é dia de celebrar mais uma vitória popular na Amazônia paraense. Lembrar Abguar Bastos, que dizia: "o Amazonas tanto embarrigou que pariu o Acre"... E do Acre de Chico Mendes, com a primeira Resex florestal rio abaixo, veio o movimento de desenvolvimento socioambiental empoderando comunidades tradicionais de seus territórios ancestrais até chegar à beira mar, com a primeira reserva extrativista marinha da Amazônia, em Soure, na ilha grande do Marajó.

Muito caminhamos e muito ainda há a caminhar! Avante, esta  gente! 



domingo, 12 de outubro de 2014

CÍRIO DE NAZARÉ: NATIVIDADE DA AMAZONIDADE.



FONTE DE AMOR É DE FÉ, 
DAI-NOS A BÊNÇÃO BONDOSA
SENHORA DE NAZARÉ



Eu que não creio peço a Deus por minha gente, a gente humilde: Criaturada grande do grão Pará. Estou pensando em Chico para apontar a Francisco: este em nome do filho de Maria de Nazaré com o "Evangelho da Alegria" em mão e aquele com seu violão e a canção "Gente Humilde": ambos a me fazer falar do índio sutil Dalcídio como eu poderia falar de Atahualpa ou do preto meu compadre e mestre Manduquinha, parafraseando Drummond sobre a inclemência da chuva e do tempo... 

Admirável carnaval devoto que mistura muita coisa do mato e d'além mar. Caminhada transcontinental onde crentes e descrentes tiram chapéu à alma simples do Povo Paraense -- não disse Javé ao profeta Samuel que a voz do povo é a voz de Zeus, digo Deus? Queria o antigo povo da Bíblia um rei e os brasileiros agora presidente ou presidenta, contanto que cuide bem da gente humilde deste país sempre do Futuro -- com respeito à memória dos cabocos representados pelo devoto Plácido: primeiro passo do Círio da Virgem de Nazaré às margens plácidas do igarapé tributário do grande rio das Amazonas, que um dia foi terra Tapuia conquistada através do Maranhão por arcos e remos da brava nação Tupinambá, em busca canibalesca da utopia do paraíso na terra (Yvy Maraey, terra sem mal). 

Que mais os bárbaros queriam que não fosse o tanto que os civilizados buscam hoje em dia? Uma Terra sem males, sem FOME, TRABALHO ESCRAVO, DOENÇAS, VELHICE E MORTE. Utopia mãe de todas utopias humanitárias do mundo. Então, por que matar, despedaçar, desprezar e silenciar (como gritou Las Casas) os Povos Originais das Índias Ocidentais?

Por obra do acaso ou da divina providência (que sei eu?) a utopia dos índios casou-se à utopia evangelizadora da "História do Futuro", com o sebastianismo encoberto ou heresia judaizante do padre grande Antônio Vieira em busca contraditória da justiça e da paz mundial entre cristãos, judeus e muçulmanos no "Reino de Cristo consumado na terra"... E pensar que o "imperador da língua portuguesa" deu primeiro grito da sua heresia judaizante em Cametá (Pará), em abril de 1659, meses antes de concertar a paz de Mapuá, com os rebeldes Nheengaíbas: com que o Pará restou seguro à posse de Portugal, para vir a Amazônia ser Brasil na adesão de Muaná (28 de Maio de 1823), antecedente à revolução paraense de 1835 a caminho da democracia popular que amanhece agora.

Então, duzentos e vinte dois anos depois do achado da Imagem santa 'eh vai' a Corda e a rainha da Amazônia em sua Berlinda, tão linda na música devota de Dominguinhos da Estácio; e já patrimônio cultural imaterial da humanidade declarado pela UNESCO ao maior evento de tolerância religiosa no Brasil e no mundo. 

Nossa senhora de Belém vai dentro da Barca dos Milagres, os anjinhos a remar... Rema rema remador que estas águas são de amor e dor misturadas no oceano da mestiçagem. Belém da Amazônia clama por uma boa renovação planetária das esperanças, suscitadas na década de 70; entre dores do crescimento econômico e terríveis ditaduras da Guerra Fria... 

Pelo amor de nossa mãe dos céus TORTURA NUNCA MAIS! Terror jamais. O amor é eterno enquanto dura, diz o poeta: façamos de cada minuto deste amor fraterno eternidade.

Amém.