segunda-feira, 19 de setembro de 2011

POVO LIBERTO, GOVERNO ABERTO


Brasília, Distrito Federal - Palácio do Planalto


 
O jurista Raymundo Faoro, um dos ideólogos do Partido dos Trabalhadores (PT), em sua obra clássica "Os Donos do Poder" ensina como o regime de capitanias hereditárias e o patrimonialismo do reino de Portugal moldaram a elite e o estado brasileiro.  Portugal e as colônias ultramarinas com as suas misérias e grandezas eram uma enorme fazenda de propriedade pessoal d'El-Rei por vontade de Deus Nosso Senhor. O vasto, desconhecido e "vazio" Brasil era apenas um imenso canavial de engenho de açúcar movido a braço escravo. Com cinco séculos de patrimonialismo colonial não se concertam sem abolição da escravatura, proclamação da República e estado de direito democrático. Este último - upa neguinho!... - está começando a andar, mais ou menos com a Constituição de 1946, derrubada a muque no golpe militar de 1964... Quanta luta, sangue, suor e lágrimas para retomar a marcha com a Cosntituição- Cidadã de 1988!

Dez anos de Lulá lá, mais nove meses de governo da primeira mulher na Presidência da República Federativa do Brasil - tempo de uma gestação completa - o decreto de 15 de setembro último, firmado pela Presidenta Dilma Rousseff dá sinal de que, vamos chegando de fato aos finalmente da governança democrática na era das comunicações eletrônicas, da urna digital e da famigerada WikiLeaks, terror de segredos de estado e fórmulas secretas. O avesso da teoria do milagre: primeiro criou-se a micro eletrônica e, por conseguinte, fez-se a luz!

Uma longa história colonial a cabo de lutas sangrentas entre antigos impérios, donde o pequeno reino lusitano se engrandeceu sobre mares achados e por achar em meio a uma competição mortal pelo controle das riquezas das Índias. Do ventre deste ensaio geral para a globalização, nasceu a teoria do segredo donde o descobrimento do Brasil foi cerdado de mil e um cuidados, segundo Jaime Cortesão, por exemplo. Precisou que afinal um operário nordestino chegasse ao Palácio do Planalto para deixar as entranhas do poder vir à luz. E, mais, a eleição de uma mulher forjada na luta contra a ditadura, uma combatente estigmatizada pela tortura e a violência de homens de viver sem razão; para o parto duma nova governança a galope sobre o cavalo selado do micro computador. Invenção bisonha de fundo de garagem por alguns garotos que amavam os Beatles e os Rollings Stones.

Quando esta onda impetuosa, como um tsunami leva de enxurrada velhas construções; chega aos cafundós onde Judas perdeu as botas; a gente começa entender o desespero de ratos que abandonam suas tocas e o irado desconforto de gatos gordos obrigados a se arranjar sozinhos ou raposas felpudas a falar para as paredes sobre o moralismo arcaico dos tempos de Catão num império servido de multidões de servos e povos subjugados. Então, alguma coisa acontece na América Latina se não for já a terceira onda da revolução industrial batendo às portas do terceiro mundo.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Dsn/Dsn13117.htm



Presidência da República
Casa CivilSubchefia para Assuntos Jurídicos
DECRETO DE 15 DE SETEMBRO DE 2011

Institui o Plano de Ação Nacional sobre Governo Aberto e dá outras providências.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea “a”, da Constituição,
DECRETA:
Art. 1o  Fica instituído o Plano de Ação Nacional sobre Governo Aberto destinado a promover ações e medidas que visem ao incremento da transparência e do acesso à informação pública, à melhoria na prestação de serviços públicos e ao fortalecimento da integridade pública, que serão pautadas, entre outras, pelas seguintes diretrizes:
I - aumento da disponibilidade de informações acerca de atividades governamentais, incluindo dados sobre gastos e desempenho das ações e programas;
II - fomento à participação social nos processos decisórios;
III - estímulo ao uso de novas tecnologias na gestão e prestação de serviços públicos, que devem fomentar a inovação, fortalecer a governança pública e aumentar a transparência e a participação social; e
IV - incremento dos processos de transparência e de acesso a informações públicas, e da utilização de tecnologias que apoiem esses processos.
Art. 2o  O Plano de Ação Nacional sobre Governo Aberto contemplará iniciativas, ações, projetos, programas e políticas públicas voltados para:
I - o aumento da transparência;
II - o aprimoramento da governança pública;
III - o acesso às informações públicas;
IV - a prevenção e o combate à corrupção;
V - a melhoria da prestação de serviços públicos e da eficiência administrativa; e
VI - o fortalecimento da integridade pública.
Parágrafo único.  O Plano de Ação Nacional sobre Governo Aberto deverá contemplar, prioritariamente, a inserção de iniciativas, ações, projetos, programas e políticas públicas inovadoras.
Art. 3o  Fica instituído o Comitê Interministerial Governo Aberto - CIGA com a finalidade de:
I - orientar a elaboração, a implementação, o monitoramento e a avaliação do Plano de Ação Nacional sobre Governo Aberto;
II - propor ações prioritárias a serem implementadas no curto prazo no âmbito do Plano de Ação Nacional sobre Governo Aberto;
III - promover a articulação intragovernamental necessária à execução das ações conjuntas, troca de experiências, transferência de tecnologia e capacitação no âmbito do Plano de Ação Nacional sobre Governo Aberto; e
IV - identificar ações de pesquisa e desenvolvimento necessárias no âmbito do Plano de Ação Nacional sobre Governo Aberto.
Art. 4o  Compete ao CIGA:
I - promover a difusão do Plano de Ação Nacional sobre Governo Aberto junto à sociedade e a articulação intragovernamental para a sua implementação e execução;
II - identificar os meios necessários à elaboração, implementação e monitoramento do Plano de Ação Nacional sobre Governo Aberto;
III - apreciar as propostas que lhe forem submetidas pelo Grupo Executivo a que se refere o art. 6o;
IV - avaliar os resultados e propor alterações ou revisões ao Plano de Ação Nacional sobre Governo Aberto; e
V - aprovar parâmetros, métodos e práticas para sua implementação, coordenação, execução e avaliação do Plano de Ação Nacional sobre Governo Aberto, quando necessário.
Art. 5o  O CIGA será integrado pelos titulares dos seguintes órgãos:
I - Casa Civil da Presidência da República, que o coordenará;
II - Secretaria-Geral da Presidência da República;
III - Controladoria-Geral da União;
IV - Ministério da Justiça;
V - Ministério da Fazenda;
VI - Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão;
VII - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação;
VIII - Ministério das Comunicações;
IX - Ministério das Relações Exteriores;
X - Ministério da Educação;
XI - Ministério da Saúde;
XII - Ministério do Esporte;
XIII - Ministério do Meio Ambiente;
XIV - Ministério da Integração Nacional;
XV - Ministério da Previdência Social;
XVI - Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome;
XVII - Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; e
XVIII - Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
Parágrafo único.  Os membros do CIGA indicarão seus respectivos suplentes.
Art. 6o  Fica instituído, no âmbito do CIGA, Grupo Executivo que terá como objetivos:
I - elaborar a proposta do Plano de Ação Nacional sobre Governo Aberto e submetê-la à apreciação do CIGA, no prazo e condições por este definidos;
II - planejar, executar e coordenar processos de consulta, voltados ao Plano de Ação Nacional sobre Governo Aberto;
III - coordenar a implementação e a execução do Plano de Ação Nacional sobre Governo Aberto;
IV - definir procedimentos para realização de estudos e levantamento de dados e informações essenciais para a elaboração, implementação, coordenação e avaliação do Plano de Ação Nacional sobre Governo Aberto;
V - monitorar e avaliar periodicamente a implementação do Plano de Ação Nacional sobre Governo Aberto, sob a orientação do CIGA, e a ele reportar os resultados;
VI - coordenar a produção e a disseminação do material de divulgação sobre o Plano de Ação Nacional sobre Governo Aberto; e
VII - proceder às alterações no Plano de Ação Nacional sobre Governo Aberto ou à sua revisão, e zelar pela adoção dos parâmetros, métodos e práticas, em cumprimento ao disposto nos incisos IV e V docaput do art. 4o.
Art. 7o  O Grupo Executivo será integrado pelos Secretários-Executivos dos seguintes órgãos:
I - Controladoria-Geral da União, que o coordenará;
II - Casa Civil da Presidência da República;
III - Secretaria-Geral da Presidência da República;
IV - Ministério da Fazenda;
V - Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; e
VI - Ministério das Relações Exteriores.
§ 1o  Cada membro do Grupo Executivo indicará até três suplentes, observadas as respectivas áreas de interesse no âmbito do Plano, cujas atribuições deverão manter conformidade com os objetivos deste Decreto.
§ 2o  O Grupo Executivo convidará para participar de suas reuniões representantes dos demais órgãos integrantes do CIGA sempre que necessário para a discussão de políticas, programas, projetos ou matérias relacionados com suas respectivas competências institucionais.
§ 3o  Poderão ser constituídos, no âmbito do Grupo Executivo, grupos de trabalho temáticos destinados ao estudo e à construção de propostas sobre temas específicos abrangidos por este Decreto.
Art. 8o  A estratégia de elaboração do Plano de Ação Nacional sobre Governo Aberto deverá prever a realização de consultas para manifestação de movimentos sociais, instituições científicas e demais entidades e agentes interessados.
Art. 9o  O CIGA e o Grupo Executivo poderão convidar para participar dos seus trabalhos representantes de órgãos e entidades, públicas ou privadas, além de especialistas, peritos e outros profissionais, cujos conhecimentos, habilidades ou competências possam contribuir para o cumprimento dos seus objetivos.
Art. 10.  A participação nas instâncias colegiadas instituídas neste Decreto será considerada serviço público relevante, não remunerado.
Art. 11.  O apoio administrativo e os meios necessários à execução dos trabalhos do CIGA e do Grupo Executivo serão fornecidos pela Controladoria-Geral da União.
Art. 12.  As instituições da administração pública federal fornecerão informações necessárias à elaboração e implementação do Plano de Ação Nacional sobre Governo Aberto, quando solicitadas, de forma justificada, pelo Grupo Executivo.
Art. 13.  Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 15 de setembro de 2011; 190o da Independência e 123o da República.
DILMA ROUSSEFF
Jorge Hage Sobrinho
Este texto não substitui o publicado no DOU de 16.9.2011

sábado, 17 de setembro de 2011

MOTIVOS PÚBLICOS PARA UM FESTIVAL DA CULTURA MARAJOARA

alô, alô excelentíssimos senhores representantes do Povo Paraense no Palácio Cabanagem (vulgo Alepa, mal afamado por certas mutretas); nobre deputado Carlos Bordalo solicite para a biblioteca do Poder Legislativo do Estado a obra monumental "Cultura Marajoara", de autoria da arqueóloga brasileira Denise Schaan. Deputado Edmilson Rodrigues , por amor ao vosso querido Dalcídio (Casa Dalcídio Jurandir Ccdj ); nos ajude a repatriar o patrimônio arqueológico com base nesta obra, vis a vis ao §2º VI Art. 13 da Constituição do Estado do Pará, no que concerne ao desenvolimento humano da gente marajoara.
www.editorasenacsp.com.br
Estudada desde o final do século XIX, a cultura Marajoara é entendida hoje como um processo de mudança cultural ocorrido nas comunidades que habitaram a Ilha de Marajó há 3.500 anos. Atualmente, objetos cerâmicos inspirados no estilo Marajoara são produzidos por artesãos paraenses, prática que ajuda...
· · ·
Sem dúvida nenhuma, muita gente que topa com este tal de José Varella [José Maria Varella Pereira, brasileiro, natural do Pará, casado, nascido em Belém-PA a 30/10/1907, funcionário aposentado do Serviço Exterior Brasileiro, etc.] pergunta: quem é este cara? Por que ele fala tanto em Marajó? Me achará pretencioso demais... 

Quem me conhece, todavia, se quiser poderá falar a meu respeito como achar melhor. Eu, contudo, decidi usar os parcos meios que dispunho para falar daquela gente a qual Dalcídio Jurandir consagrou sua obra e Giovanni Gallo dedicou sua vida através da invenção do primeiro ecomuseu do Brasil (jamais reconhecido por quem de direito...) e, enfim, me esforçar vencendo minhas limitações para divulgar entre os mais humildes o trabalho acadêmico no Marajó realizado pela arqueóloga Denise Schaan.

EU TENHO UM SONHO

Eu não tenho acanhamento em parecer visionário numa província extraordinária do mundo latino-americano concebido pelo realismo-mágico, onde ingênua e astutamente o Padre Antônio Vieira - em Cametá-PA, a 29/04/1659 assumiu a utopia sebastianista do poeta popular Bandarra (uma loucura parida do gueto e da heresia joaquinamita na diáspora judia espancada por todos preconceitos, que veio se agasalhar pelos vãos da Encantaria e searas da amazonidade profunda) que o levou à condenação pelo tribunal da Inquisição por heresia judaizante e desencadeou a fúria dos colonos ao se opor ao cativeiro dos índios e promoveu a pacificação dos povos ditos "nheengaíbas" (nuaruaques) ou marajoaras - plantou o "grão Pará" de um mundo de justiça e paz onde cristãos, judeus e mulçumanos se reconheçam como irmãos. Eis aí, quem sabe, a chave dos profetas...

Mas, para que eu não seja confundido como um portador de religião nova ou velha, acrescento aos interessados que malmente comungo do deus de Espinoza. Ou seja a Natureza, no meu caso, mais precisamente a natureza humana tal como ela é em suas bondades e maldades. Acredito na santidade como na Verdade: metas para uma busca sem fim da mítica Terra sem Mal para todos, através de muitas vidas e mortes não de um indivíduo ou alma imortal mas de várias gerações imersas na "animalidade mãe da humanidade" (Morin).Com todo respeito aos que pensam diferente e divergem de mim.


AMAZÔNIA MARAJOARA: BIODIVERSIDADE E DIVERSIDADE CULTURAL

Dito isto, lembro que a candidatura do bioma Marajó como reserva da biosfera da UNESCO parece que foi parar nas calendas gregas. A casa de Dalcídio, em Cachoeira do Arari, finalmente depois de muita choradeira tombou ao chão e nunca mais se ouvir falar no projeto para sua reconstrução. Após meses em que a internet produziu milhares e milhares de assinaturas para as mais variadas salvações e demandas; nosso modesto pedido pela CULTURA MARAJOARA ainda não teve duas centenas de assinaturas... Dos que assinaram, provavelmente, a maior parte jamais leu Dalcídio, Gallo ou Schaan:

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Abaixo-assinado "Dia da Cultura Marajoara e tombamento no patrimônio nacional".

Para:Presidência da República Federativa do Brasil

Excelentíssima Senhora,
DILMA ROUSSEFF,
Presidenta da República Federativa do Brasil.

vimos respeitosamente pedir tombamento da CULTURA MARAJOARA no patrimônio histórico e artístico nacional, acompanhado de declaração oficial do DIA DA CULTURA MARAJOARA (20 de Novembro), conforme adiante, quando provavelmente a UNESCO receberá a candidatura do Arquipélago do Marajó à lista ibero-americana de reservas da biosfera em proposta do Estado do Pará.

Conforme as mais recentes pesquisas arqueológicas na Amazônia, a primeira cultura brasileira complexa (cacicado) ocorreu na ilha do Marajó cerca do ano 500 da era cristã. Trata-se da chamada "CULTURA MARAJOARA" pré-colombiana. No dia 20/11/1756 o fazendeiro Florentino da Silveira Frade a serviço de Portugal deu notícia do primeiro sítio arqueológico encontrado pelos colonizadores, o teso do Pacoval do lago Arari.

Depois de um longo período de saques, destruição e escavações para estudo, em 1937, a diretora do Museu Nacional do Rio de Janeiro, Heloísa Alberto Torres publicou na revista do SPHAN [IPHAN] artigo pedindo programa nacional de proteção ao patrimônio arqueológico brasileiro, no qual declara ser a CULTURA MARAJOARA o mais importante acervo pré-colombiano do Brasil.

Entretanto, até hoje falta declaração oficial de tombamento nacional desta cultura. Para cujo efeito e educação patrimonial do povo brasileiro, notadamente na Amazônia; convém ato formal considerando 20 de Novembro DIA DA CULTURA MARAJOARA simultaneamente ao Dia Nacional da Consciência Negra recordando que, em fins de janeiro de 1500, Vicente Pinzón aprisionou e levou da ilha do Marajó os primeiros "negros da terra" (índios escravos) da América do Sul.

Os signatários

O Abaixo-assinado "Dia da Cultura Marajoara e tombamento no patrimônio nacional"., para Presidência da República Federativa do Brasil foi criada e escrita pela comunidade Academia do Peixe Frito / Amigos do Museu do Marajó.
Este abaixo-assinado encontra-se alojado na internet no site Petição Publica Brasil que disponibiliza um serviço público gratuito para abaixo-assinados (petições públicas) online.
Caso tenha alguma questão para o autor do abaixo-assinado poderá enviar através desta página de contato

URGÊNCIA DA RECUPERAÇÃO DA MEMÓRIA


O Presidente Lula foi até hoje o único Chefe de Estado que veio ao Marajó cumprir agenda política em atendimento à demanda da gente marajoara. Nós não estamos esquecidos nem desdenhamos da visita que o general-presidente Ernesto Geisel fez antes para prestigiar feira da pecuária em Soure a convite de fazendeiros. Todavia, a presença do Presidente Lula em Breves em março de 2007 para lançar o PLANO MARAJÓ, acompanhado da Governadora Ana Júlia ao lado de Neuton Miranda, saudoso comandante do projeto NOSSA VÁRZEA de regularização fundiária das comunidades ribeirinhas, tem significado histórico inigualável. Menos pelo que foi dito na ocasião ou escrito na mídia alusivo ao acontecimento e muito mais pelo que historiadores da estirpe de um Agenor Sarraf, por exemplo, poderão revelar pelos anos seguintes em seus estudos. 

Em 2005, graças à PARATUR onde eu trabalhava e ao presidente da Câmara Municipal de Breves, Camillo Gonçalves, que me convidou. Fiz palestra sobre a importância do rio Mapuá na história da Amazônia, que mais tarte se tornou a Reserva Extrativista Mapuá e ainda poderá ser declarada pelo próprio município ou estado, com base na legislação do SNUC, em monumento natural de relevante interesse histórico como lugar de memória da Paz dos Nheengaíbas (27/08/1659). Naquele ano de 2005, quando conheci in loco o rio do encontro histórico entre a missão pacificadora iniciada pelo jesuíta João de Souto Maior e concluída com êxito por Antônio Vieira e os sete caciques rebeldes das ilhas; completaram-se três séculos e meio da lei de abolição dos cativeiros indígenas na Amazônia, datada de 9 de abril de 1655. 

Pouco se estudou e escreveu sobre este fato, esssencial na obra geopolítica e humanitária do Padre Antônio Vieira; sumamente interessante para a história social contemporânea da região. Por ela faz sentido falar, em nossos dias, em inclusão social. Posto que sem participação dos tupinambás na invenção da Amazônia desde a fundação de São Luís-MA (400 anos em 2012) pelos franceses, a tomada do Maranhão (1615) e fundação de Belém-PA (400 anos em 2016); movidos pelos caraíbas com o mito da Terra sem mal. E, na contraparte, a resistência dos "nheengaíbas" pacificados na esperança de justiça e paz acenada na dita lei promovida pelos Jesuítas do Pará, provavelmente, não se poderia hoje falar em uma Amazônia brasileira. Esta é a questão historiográfica da qual a academia, com louváveis exceções, foge como o diabo foge da cruz...


Sem falsa modéstia, sou um dos poucos servidores públicos que conhece a fundo nossas fronteiras setentrionias em quase todos seus aspectos. Pouca gente sabe que Marajó faz parte da área cultural guianense (cf. Ciro Flamarion Cardoso), esta área fazendo parte do antigo circum-Caribe coloca o Pará em relação com o CARICOM seja abordo da OTCA ou do Mercosul, que na prática ainda não deu o ar de sua graça na fronteira do Oiapoque, umbilicalmente ligado ao nosso povo. Acredito até que Brasilia esqueceu ou nunca soube que um dia o Amapá fez parte integrante do Grão-Pará.

 CONSOLIDAR FESTIVAIS LOCAIS E INTEGRAR O TERRITÓRIO


Algun intelectuais doutorados em cultura e história estrangeira falam mal da música brega do Pará e companhia. Claro não são obrigados a gostar, mas poderiam saber seus fundamentos na cultura de fronteiras. Por exemplo, a micareta baiana tem berço nas Antilhas francesas com o crioulo "micàreme" (metade da quaresma) que entre nós foram os assustados de sábado de aleluia. A música popular paraense, como invasão dos belicosos Aruãs (1300-1400) e a revolução cabana, veio em boa parte do Caribe e das Guianas em contrabando.


Na maioria das 16 cidades do território de cidadania Marajó temos festivais municipais do Açaí, Camarão, Tamuatá, Abacaxi, sem esquecer o Fest Búfalo e a festividade profana de São Sebastião de Cachoeira. Em geral, desconectados e até rivais entre si às vezes. Ora, nós queríamos chegar a um pacto marajoara levando à formulação do FESTIVAL DA CULTURA MARAJOARA abrangente. Ou seja, embora seja brega, som mecânico e regado a cerveja em cascatas a intenção de festejar é do produto símbolo deste ou daquele lugar.

Assim que melhor e mais identitário produto o Marajó já teve ao longo de milhares de anos de existência desde quando nem se havia descoberto o Brasil? Se disserem logo a cerâmica marajoara, diremos calma! Lá vamos chegar, mas antes da famosa cerâmica foi a invenção do teso. E isto - ou seja a invenção de um ecoturismo arqueológico de base comunitária é que deveria ser a mais valia de nossa cultura contemporânea, não só no "maior arquipélago fluviomarinho do mundo", mas na Amazônia e no Brasil. Um evento para o calendário de turismo e cultura brasileiro, com exemplo no Festival folclórico de Parintins.E não se tenha medo de dizer que a Amazônia Marajoara tem potencial para concorrer com a Costa Rica em matéria de ecoturismo: caboco politicamente alfabetizado é um perigo... Logo, faz parte da dominação deixar nas trevas da ignorância algo como 200 mil marajoaras analfabetos.


Para levar avante o debate, pediremos guarida ao Ministério da Cultura (Minc Norte), através de seu escritório regional, onde os interessados em participar da formulação de um projeto poderiam começar a debater esta idéia dentro da abordagem de culturas de fronteira. A canção "Porto Caribe" anuncia bem este espírito antigo, vísivel nas práticas das mais diversas contravenções, exatamente por ser estas regiões amazono-carivenhas deixadas à margem da História.


Primeiro passo, viajar nas águas do extremo-norte, relançar e reconfigurar a Academia do Peixe Frito a qual este blogue se dedica, como proponente e fórum do que se pretende e se poderá fazer como um autêntico festival da Cultura Marajoara.Maré cheia onde diferentes povos das águas se reconheçam e queiram celebrar a vida em paz.



 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

FESTIVAL DA CULTURA MARAJOARA

A ecocivilização que se quer inventar para o terceiro milênio, fazendo a Amazônia de cobaia; na verdade foi abortada pelo choque da conquista ocidental-cristã-nova. Desde logo da chegada do judeu cristianizado Cristóvão Colombo nas Bahamas, aliás ilhas Guaanani, hoje mais conhecidas como paraíso fiscal.

O Novo Mundo em realidade já era velho com as suas civilizações da pedra polída no México, Guatemala e Peru. Não se diga que esses povos não conheciam os metais, pois a arte antiga do ouro laminado a frio, sobretudo em Bogotá, está aí para quem quiser ver com os próprios olhos. Entretanto, a novidade de fato estava por se fazer nas terras baixas da Amerika do Sol, tropical [assim mesmo, "país do vento" em língua maya por referência a furacões e ciclones que há frequentavam a região montanhosa às margens do grande lago Nicarágua]... Recentemente, pode-se dizer face à dimensão do tempo arqueológico de dois milhões de anos a partir do berço da humanidade, na África; cerca do ano 400 da era cristã. Quando, as condições ecológicas particulares do clima úmido pariram a primeira sociedade de classes na Amazônia, dita cacicado, conhecida posteriormente pelos colonizadores como a criativa "Cultura Marajoara".

O que ela tem de mais sobre as outras culturas regionais da ecocivilização amazônica? Além da primazia estamos aqui diante de um sério problema político de colonização cultural ligada à própria história da Amazônia. É claro que a arqueologia deve ser para o Brasil a fonte primária da civilização brasileira, como no México a civilização asteca é o maior simbolo nacional e no Peru a civilização inca é a indentidade cultural dos peruanos.

Nosso problema, entretanto, é o complexo de viralata que acha que a idade do barro é primitivo de demais. A cegueira dita nacional não vê a arte que foi levada embora para museus estrangeiros e nos maiores museus do país ficam em segundo plano, quando não escondida do público no gueto científico, condenado à eterna falta de verbas e formação profissional. Neste mesmo blogue e no blogue Cultura Marajoara http://gentemarajoara.blogspot.com já falamos outras coisas a respeito deste assunto, numa perlenga entre o Museu Nacional e o IPHAN com o triunfo da pedra colonial sobre o barro ancestral.

Apesar de visionário e teimoso como um búfalo quando empaca, não guardo nenhuma ilusão quanto à minha geração e os conteporâneos. Não têm culpa, afinal de contas, da cegueira congênita: 500 anos de colonialismo não é brincadeira... Mesmo assim não me aborreço de bancar bobo da corte (e que corte, pelo amor da criaturada grande de Dalcídio!). A verdade verdadeira é que os amazônidas estão espremidos como marisco entre o mar e o rochedo. Se ao menos nosso compatriotas do sul maravilha nos levassem a sério... Vimos o Fórum Social Mundial em Belém, alguém ainda lembra? O que restou? Agora os amazônidas são convidados a dar plateia aos 'expertos' da Amazônia... Nem mesmo nossas divergências e inconsistências internas foram dirimidas...

Então que diabo seria "mais um" festival no Marajó, desses uns que tem nome de açai, camarão, tamuatá, etecetera e tal, mas é tudo festival da cerveja e somzão boca de ferro? Não, a gente fala em sítios arqueológicos; mas não é workshop de falação doutoral que a gente precisa. É sim de um conceito de festival de cultura popular com qualidade comprovada a fim de visitante não comer gato por lebre. No caso do turismo a gente pode dizer que já se viu coisa que até Deus duvida. Noves fora a mancada em repetir que nosso irmão búfalo é o maior símbolo cultural do Marajó... Caramba!

Um festival sintonizado com o calendário cultural brasileiro, certamente, mas também integrado com os maiores eventos na Amazônia, como o Festival Folclórico de Parintins; o Çairé de Alter do Chão, Festival das Tribos de Juruti e a Marujada em Bragança. Sobretudo, parte integrante e relevante duma política estadual de desenvolvimento sustentável do turismo, cultura, educação e meio ambiente.

De tal modo, que o Festival da Cultura Marajoara seja estuário dos festivais locais, tal qual a maré cheia resume as águas dos sete mil rios e o rio corre para o mar. Pois, daquela ecocivilização de 1500 anos passados nascida nas margens do lago Arari, é bem o signo do Planeta Água na última fronteira da Terra que o futuro reservou à humanidade. É este o conceito que nos traz aqui em homenagem às futuras gerações ribeirinhas, para que elas não sejam novos "nheengaíbas" como seus esquecidos e pilhados antepassados. 


Festival das Tribos Mundurukus e Muirapinima de Juruti


Festival das Tribos Mundurukus e Muirapinima de Juruti






 

Ao divulgar minha colaboração semanal ao portal da Fundação Maurício Grabois (FMG), aproveito para informar que pelo Facebook e Twitter está em curso movimento do Marajó contra a divisão do Pará conforme o plebiscito deste ano. Em decorrência do mesmo, está evoluindo espontaneamente uma idéia para que se venha realizar um FESTIVAL DA CULTURA MARAJOARA como ação de integração cultural dos dezesseis municípios do Arquipélago. já fazendo parte do PLANO MARAJÓ de desenvolvimento territorial sustentável e do Programa de Territórios de Cidadania.

Quer dizer, já existem instrumentos federativos para a integração das regiões do Estado do Pará e Marajó pode e deve ser uma referência, com ênfase na cultural regional. Como se sabe, estamos em vésperas dos vinte anos da ECO 92, e que será a cúpula da ONU, em junho de 2012, no Rio de Janeiro, a Rio+20 onde, mais uma vez, uma enorme parolagem global falará por nós sobre uma certa "Amazônia Sustentável".

O que tem a ver com o separatismo de Carajás e do Tapajós? E, mais precisameente, com uma crônica doida de um caboco misturando revolta popular, pesadelos, diabolização de mitos amazônicos e a voz presa na garganta de um povo nascido para ser Harpia (gavião real) e criado como xerimbabo entre galinhas e patos no terreiro?

Tem a ver com Tucuruí, Belo Monte e outras visagens do colonialismo como que ontem a invenção das amazonas e agora do "desenvolvimento sustentável" que ninguém viu e nem sabe. Enquanto uma ecocivilização amazônica como a Cultura Marajoara, Tapajônica, Maracá e outras se perdeu e seus últimos vestígios dão os últimos gritos pela voz do Brega e outras manifestações, mais ou menos conscientes...

Vamos puxar mais pelos brios de nossos acadêmcios para ouvir a voz do povo ou seja a vóz de deus? Ver adiante a pajelança do Zé

http://grabois.org.br/portal/noticia.php?id_sessao=53&id_noticia=6761

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SEM EDUCAÇÃO NÃO HÁ SOLUÇÃO:
Amazônia Marajoara paisagem cultural do Brasil

"Os primeiros cacicados amazônicos surgem na ilha de Marajó, onde técnicas
de manejo de rios e lagos – com a construção de barragens e escavação de
viveiros de peixes – buscavam maximizar a pesca em áreas onde inundações
periódicas transformavam os campos em locais extremamente propícios para
a piracema (...) produzindo uma das mais sofisticadas tradições ceramistas das
Américas".
[cf. Denise Schaan ]
ver www.marajoara.com

sábado, 10 de setembro de 2011

ACAMPAMENTO "BRUNO DE MENEZES"

 

Acampamento virtual "BRUNO DE MENEZES" na Rio+20

Responder



Amigos, Irmãos, Companheiros e Camaradas;

A internet está aí para ficar e ela (para o bem e para o mal) está criando uma nova cultura política (a Polis eletrônica). A inteligência coletiva se alastra irreversivelmente. Muitos usam a parafernália da Ágora eletrônica por diversão, outros são inocentes úteis e presas fáceis do Big Brother... Nada podemos fazer se não ocupar o nosso espaço de solidariedade da melhor forma possível, como há 4 mil anos passados os cidadãos de Atenas defendiam seus pontos de vista.

Inevitavelmente, aborrecemos quem não quer saber de nós como inversamente eles nos enfadonham. Não custa nada desligar e/ou deletar o que não nos interessa. Aqui fica um convite VERDE-RUBRO para a gente, desde de já, participar seja lá presencialmente ou à distância do acontecimento da Rio+20.

Esta é uma iniciativa dos amigos da Academia do Peixe Frito com o convite para participar e divulgar o nosso grupo de discussão. Vejam abaixo link para o Comitê Facilitador da Sociedade Civil na Rio+20, que recomendo.

Grato pela atenção,
José Varella Pereira

responsável pelo blogue

http://vitaecivilis.org/rio2012/images/stories/pub/Venha_reinventar_o_mundo_na_Rio.pdf
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SEM EDUCAÇÃO NÃO HÁ SOLUÇÃO:
Amazônia Marajoara paisagem cultural do Brasil

"Os primeiros cacicados amazônicos surgem na ilha de Marajó, onde técnicas
de manejo de rios e lagos – com a construção de barragens e escavação de
viveiros de peixes – buscavam maximizar a pesca em áreas onde inundações
periódicas transformavam os campos em locais extremamente propícios para
a piracema (...) produzindo uma das mais sofisticadas tradições ceramistas das
Américas". [cf. Denise Schaan ]

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

BELÉM DA AMAZÔNIA PELA PAZ DE ISRAEL E PALESTINA

PELA INDEPENDÊNCIA DA PALESTINA!
Belém da Amazônia e Belém da Palestina, cidades-irmãs



na gestão Edmilson Rodrigues (PT, hoje deputado estadual Psol)foi noticiado que Belém do Pará e Belém da Palestina estariam negociando assinatura de um protocolo de cidades-irmãs. Não me lembro se o acordo cultural foi concluído, mas sei que outro semelhante foi firmado com a cidade vizinha, no Caribe, Fort-de-France, capital da Martinica. O sucessor Durciomar Costa (PTB), decidido a apagar a gestão do PT deixou cair no esquecimento estas duas iniciativas de cooperação internacional e outras oportunidades, como por exemplo o projeto de reconhecimento de Belém como paisagem cultural da UNESCO.

Em 2005, convidado pelo governo estadual a visitar o Pará, o ex-Ministro de Cultura da França, no governo Mitterrand, Jack Lang; que junto com Gilberto Gil teve importante papel na aprovação da Convenção Internacional da Diversidade Cultural e no relançamento pela França, Brasil, Itália e Portugal da "Latinidade" internacional; fez gesto significativo em direção à cidade de Belém do Pará implicando na cooperação bilateral Brasil-França, notadamente com interesse para espetáculo no Theatro da Paz em prol da paz entre árabes e judeus. O gesto até hoje caiu no vazio por parte da Prefeitura de Belém e do próprio governo do Pará.

Como se sabe, o nome desta cidade amazônica se deve à intenção dos fundadores em fazer lembrar a antiga "Belém de Judá" na origem dos descobrimentos dos lusíadas: uma história, na conquista do rio das amazonas, que teve início em reação portuguesa na União Ibérica (1580-1640) em seguida à tragédia da morte do rei Dom Sebastião em batalha no Marrocos; à França Equinocial, criada em São Luís do Maranhão (1612). A partida amazônica saiu de Nova Lusitânia (Olinda,Pernambuco)e teve participação decisiva de cristãos-novos, tais como Martin Soares Moreno e seu tio Diogo Soares Moreno; em aliança com índios tupinambás de Jaguaribe (Ceará) - donde o romanceiro de José de Alencar - resultando na tomada de São Luís do Maranhão (1615) aos franceses e na fundação de Belém do Grão-Pará (12/01/1616), cognominada a Feliz Lusitânia.

Esta Belém da Amazônia nasceu assim no bojo da diáspora judaica, que pouco a pouco foi se convertendo também em estuário de outras diásporas, inclusive de escravos africanos;além de emigrandes europeus, árabes e judeus em busca de melhores dias na época da Borracha. Belém, Manaus e outras cidades do "hinterland" foram e continuam sendo lar comum de muitas famílias de origem árabe e judia, a maior parte tornadas cristãs.

Nada mais natural, que desta Belém saísse uma especial mensagem ao Oriente Médio desejando que aqueles povos separados pela história, venham a experimentar a paz com justiça e segurança tanto para o Estado de Israel quanto para o futuro Estado da Palestina, como sucedeu a tantos emigrantes daquelas bandas vindoa a Amazônia encontrar o que tanto buscavam lá.


https://secure.avaaz.org/po/time_for_palestine/?vl

O reconhecimento da Palestina poderia abrir uma nova via para paz na região e dar o apoio necessário ao povo palestino para sua proteção sob leis internacionais. E esse apoio não poderia vir mais cedo: um governo de direita em Israel está expandindo a construção de abrigos na Cisjordânia, e obstruindo as possibilidades de uma solução viável de dois estados -- uma solução apoiada pela maioria dos cidadãos de Israel e da Palestina.

Mais de cento e vinte países já se comprometeram a apoiar o estado independente da Palestina, mas o apoio de países-chave da Europa é crucial nesse momento para dar à proposta o suporte e legitimidade global que necessita. A pressão pública fez a Espanha se comprometer com o reconhecimento do estado independente da Palestina. Pesquisas de opinião pública mostram que a maioria dos cidadãos querem que seus líderes apoiem a proposta e uma esplêndida atenção da mídia no momento de decisão poderia mudar a opinião dos três países decisivos: Grã-Bretanha, Alemanha e França.



Belém
Belen palestina.jpg
Um bairro moderno em Belém
Hebraico בית לחם
Árabe بيت لحم
Significado casa da carne (árabe); casa do pão (hebraico)
Governo Cidade (desde1995)
Coordenadas 31° 42′ N 35° 11′ E
População 25,266[1] (2007)
Jurisdição  dunams
Prefeito Victor Batarseh[2]
Website www.bethlehem-city.org
Belém (em árabe بيت لحم, transl. Bayt Laḥm, lit. "Casa do Pao"; em hebraico: בית לחם, transl. Beit Lehem, lit. "Casa do Pão"; em grego : Βηϑλεέμ, transl. Bethlehém; em latim Bethlehem) é uma cidade palestina localizada na parte central da Cisjordânia, com uma população de cerca de 30.000 pessoas. É a capital da província de Belém, na Autoridade Nacional Palestina, e um centro de cultura e turismo no país. Localiza-se a cerca de 10 km ao sul de Jerusalém, a uma altitude de 765 metros acima do nível do mar.
Belém é tida, para a maior parte dos cristãos, como o local onde nasceu Jesus de Nazaré. A cidade é habitada por uma das mais antigas comunidades cristãs do mundo, embora seu tamanho tenha se reduzido nos últimos anos, devido à emigração. A cidade também é a terra natal do rei Davi, e o local onde ele foi coroado rei de Israel. Foi saqueada pelos samaritanos em 529 d.C., durante sua revolta, porém foi reconstruída pelo imperador bizantino Justiniano II.Belém foi conquistada pelo califado árabe de Omar (Umar ibn al-Khattāb), em 637, que garantiu a segurança para os santuários religiosos da cidade. Em 1099 os cruzados capturaram e fortificaram Belém, e trocaram o seu clero ortodoxo grego, por outro, latino; estes, no entanto, foram expulsos depois que a cidade foi capturada por Saladino, sultão do Egito e da Síria. Com a chegada dos mamelucos, em 1250, as muralhas da cidade foram destruídas, sendo reconstruídas apenas durante o domínio do Império Otomano.
Os otomanos perderam a cidade para os britânicos durante a Primeira Guerra Mundial, e ela foi incluída numa zona internacional sob o Plano de Partilha das Nações Unidas para a Palestina. A Jordânia ocupou a cidade durante a guerra israelo-árabe de 1948, ocupação esta seguida pela de Israel, durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Israel ainda mantém o controle sobre as entradas e saídas de Belém, embora a administração cotidiana esteja sob a supervisão da Autoridade Nacional Palestina desde 1995, após a realização dos acordo de paz de Oslo.
A Belém atual tem uma população majoritariamente mulçumana, porém também abriga uma das maiores comunidades de cristãos palestinos. A aglomeração urbana de Belém inclui as cidades de Beit Jala e Beit Sahour, assim como os campos de refugiados de 'Aida e Azza. O principal setor econômico da cidade é o turismo, particularmente elevado durante o período do Natal, em que a Igreja da Natividade, supostamente construída sobre o local de nascimento de Jesus, se torna um centro de peregrinação cristã. Belém tem mais de trinta hotéis e 300 lojas de artesanato, que empregam boa parte dos residentes da cidade.

FONTE: Wikipédia


Belém do Pará