quinta-feira, 24 de outubro de 2013

MAIS RESPEITO AO PATRIMÔNIO HISTÓRICO DOS PARAENSES!


AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE 'SHOPPING' BECHARA MATTAR.

Antes de tudo queremos agradecer aqueles cidadãos que compareceram a audiência pública que discutia mais os 'contras' do que os ´pros" desse projeto.
Estamos satisfeitos pois o que ouvimos serviu para confirmar que 'nem tudo são rosas' nesse projeto e que tinhamos razão de pretender de saber algo mais sobre, ele.

Os orgãos da Prefeitura, além de não respeitar a lei da transparência, não compareceram para dar explicações. O que significa isso? Vergonha ou prepotência?

Foram lembrados, na ocasião, outros atos de prepotência e de desleixe para com o nosso patrimônio histórico, feitos e permitidos por orgãos da Prefeitura.

As leis não regulamentadas, também servem para facilitar esse modo de desrespita-las, e assim permitir abusos para com o que ainda temos a salvaguardar.

Não é enchendo a Cidade Velha de bares e restaurantes que se defende nossa 'memória histórica'. A falta de previsão de estacionamento para clientes e a falta de segurança, so servem para piorar o modo de vida de quem paga o IPTU ali, ha anos. Esse método nada tem a ver com nossa história.

A Cidade Velha, esse 'centro' de atividades politicas, institucionais, religiosas e culturais, está saturado de veiculos que estacionam nas calçadas tombadas de lios. Por menor que fosse o impacto desse 'shopping', é inaudita a não previsão de estacionamentos para os clientes seja da pousada que das outras atividades que surgirão ali.

Francamente, o exemplo dado com essa autorização vai no sentido contrário do que as leis prevêem relativamente a defesa e salvaguarda do nosso patrimonio historico.

Visto que as autorizações ja decairam, podia ser o momento bom para repensar no caso e não renova-las...

Que tal uma pracinha, alí? Ia se ver muito melhor a entrada da Cidade Velha e a Sé.
BREVE COMENTÁRIO

A internet é uma revolução em curso. Tem mil e uma utilidades e outras tantas inutilidades. Deus e o Diabo montaram sítios nos bits da net. Dentre diversos posseiros desta nova mídia, nossa confreira ictiófaga da Academia do Peixe Frito, Dulce Rocque, é um belo exemplo de combatente da Cidadania. 

Ela é o terror dos avacalhadores da Cidade Velha e milita de cara limpa pela defesa do patrimônio histórico de Belém como numa trincheira.

Linhas acima, pequena amostra da luta que a nossa "Capitoa Tupinambá" empreende. Pode-se imaginar o quanto esta filha do "turco" Félix Roque(como imigrantes sírios e libaneses eram chamados no Pará, no tempo das vacas gordas da "belle époque" da Borracha, irmã do "diletante" Carlos Rocque (quanta dificuldade tem os doutos em chamar de historiador ao jornalista organizador da "Grande Enciclopédia da Amazônia"). Dulce irrita deveras a nossa boa elite papa-chibé, que em geral ignora os títulos acadêmicos dela, conquistados longe dos pagos no exílio forçado pela Ditadura.

Mas, afinal de contas quem são eles, os "inimigos" do Patrimônio? Por acaso são pessoas de má índoles, uns coronéis de seringal ou senhores feudais, ignorantes de pai e mãe? Se isto fosse verdade, então, os termos em conflito neste e outros casos seriam muito simples de entender. Todavia, o maior espanto é que as pessoas que cometem verdadeiros atentados ao patrimônio não são ignorantes, muito menos espíritos atrasados ou antissociais. Aqui está o grande mistério do "affaire" Shopping Bechara Mattar Diamond. Ou pousada Bechara Mattar... 

Já o caboco que vos fala, com sua mania de meter o bedelho em conversa alheia; pensando só com seus botões: por que esta gente, cega pelo ouro do El Dorado, não pára pra pensar? Em vez de levar a coisa a ferro e fogo, do limão faria uma limonada. Em seu lugar, eu venderia o povo da discórdia para a PMB fazer o que seja melhor para o conjunto e iria investir num hotel de charme no prédio do Paris n'América em parceria com a mesma PMB em projeto de revitalização da Praça Maranhão e rua João Alfredo. Em vez de inimigos os tupinambás de Cabelo de Velha seriam aliados...

Então, no meio do tiroteio com a elite -- não se deve diabolizar a elite belenense sob pena de enveredar por um populismo rasteiro da idade da pedra lascada -- é muito difícil alguém se expor para combater desvios daquelas autoridades e servidores públicos que deveriam ser os primeiros a defender nossa história e a dar exemplo ao restante da população. 

No caso, somos todos parte da elite política e cultural paraense. Porém poucos com a coragem de dar a cara a tapas e contrariar interesses, inclusive, de amigos pelo menos há até pouco tempo. Vale o dito: "amigo de Platão, mas mais amigo da verdade". Portanto é deveras elogiável a atitude da Senhora Dulce Rocque.

Para encerrar, os sociólogos e psicólogos sociais devem ser convocados a explicar o que se passa nessas províncias culturais das Américas latinas, dominadas por medalhões acadêmicos chapa branca e memoráveis caudilhos políticos como o inesquecível Antônio Lemos, por exemplo. 

Fácil explicar quando os acontecimentos são em Honduras, Porto Rico, Paraguai e outras periferias da Periferia. Difícil quando a coisa pega em nossa própria terra: aí, na prática, a teoria é outra... Uma coisa é a dissertação de mestrado ou a tese de doutorado. Outra bem diferente é dar um parecer técnico ou despacho sobre projeto de interesse da família de fulano ou beltrano. Se a coisa esbarra em algum ninho político-partidário então, é nitroglicerina pura. 

Pois não se pode dar passo sem pisar no pé de um compadre, ou parente, amigo do chefe; irmão do patrão et caterva.

É a cobragrande no asfalto, a demolidora do Grande Hotel, a devoradora de casarões para desocupar lugar a construtoras de espigões: a tal de OLIGARQUIA. 

Coragem, irmãos para não caírdes em tentação. Grana preta da corrupção e o azeite da demolição espreita pelos desvãos da burocracia e reina ainda soberano do ditado do Diretório dos Índios: "manda quem pode e obedece quem tem juízo". Mas, Deus seja louvado! Cresce também o número de desajuizados herdeiros do desajuizado-mor, cacique tupinambá Guaimiaba.  

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