segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Homenagem ao Instituto Histórico e Geográfico do Pará (IHGP)

Ilustríssima Senhora
ANAÍZA VERGOLINO
Presidente do IHGP
Belém - Pará

Por este meio acuso recebimento do of. S/N datado de 09/09/2011, que trata da reorganização do quadro social do IHGP condecendo-me prazo de trinta dias para manifestar-me sobre interesse de continuar fazendo parte do Silogeu nos termos estatutários. Embora eu tenha tomado efetivo conhecimento do citado ofício com atraso, descontada entrega em meu antigo endereço postal acrescido possivelmente da greve dos Correios, não contesto e nem poderia contestar a decisão da Diretoria pelo meu desligamento amparado por parecer de comissão especial na forma prevista pelos estatutos. Medida, certamente, que regulariza a velha situação de diversos outros consócios, como sabemos.

Sem adeus nem despedida, mas sempre como amigo e admirador de Vossa Senhoria, considero justa decisão que irá possibilitar renovação de quadros com mais disposição para zelar pelos valores materiais e imateriais do vestusto IHGP. Afastado do quadro social por decisão comum aproveito a oportunidade para agradecer, pessoalmente, ao Professor Pedro Rocha pela confiança e paciência a meu respeito ao mesmo tempo que reitero apreço pela decana instituição de estudos paraenses e a todos seus abnegados membros, que lutanto com diversas dificultades têm sabido manter viva a tradição a par da necessaria inovação que os novos tempos exigem.

Sem abuso da bondade dos, agora, ex-confrades espero ser contado sempre dentre os amigos do IHGP desejando boa sorte aos que permanecem nesse verdadeiro campo de batalha pelo paraensismo e sucesso aos novos quadros que virão, com certeza, revitalizar atividades do velho solar do Barão de Guajará.

Cordiais saudações,
JOSÉ MARIA VARELLA PEREIRA

Um comentário:

  1. Sou de opinião que instituições da sociedade civil com a história e longa folha de serviços prestados à coletividade, como é o caso do IHGP; merecem amparo pelo Poder Público de um forma profissional continuada.

    Por outra parte, tais entidades são praticamente para-estatais. Não faz sentido que seus voluntários paguem mensalidades ou anualidades, que afinal de contas não passam de uma quantia irrisória diante do custo real de manutenção.

    Agora que já não pertenço ao quadro de associados, fico mais à vontade para advogar sem causa própria. O solar do Barão de Guajará vizinho ao Palácio Cabanagem poderia abrigar a biblioteca da Assembléia Legislativa mediante convênio e receber recursos técnicos especializados e orçamentários para tanto.

    Este é um exemplo dentre tantos que poderiam ser aplicados para manter o patrimônio do silogeu à disposição do público.

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