quinta-feira, 14 de julho de 2011

um marajoara na pesca do Pará

A confraria "Academia do Peixe Frito" cumprimenta o novo Superintendente Federal da Pesca e Aquicultura no Para, Engº Carlos Alberto Leão; fazendo votos de que entre Belém e Brasilia se estabeleça diálogo produtivo com que o enorme potencial de águas interiores e marítimas da Amazônia brasileira passe a ser objeto de uma visão estratégica, verdadeiramente inovadora para as próximas décadas, notadamente na perspectiva das metas do milênio da ONU.
Brasília, é sede da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), capital federal do maior país amazônico do mundo; tendo oportunidade o Ministério da Pesca e Aquicultura de realizar a vocação econômica a mais notável das regiões amazônicas com transversalidade aos mais setores.

BRASÍLIA: CANTORIA DE PEIXE E ÁGUAS EMENDADAS

O Ministério da Pesca e Aquicultura criou o projeto Amazônia Aquicultura e Pesca – Plano de Desenvolvimento Sustentável. O objetivo é estimular a produção em cativeiro de peixes e ordenar a pesca de forma a equilibrar a captura das espécies nativas.  Essa alternativa também reduzirá a pressão sobre a floresta, causada pela extração da madeira e pela pecuária extensiva, principais meios de renda de milhares de trabalhadores.
As ações desenvolvidas na Amazônia seguem as diretrizes do Plano “Mais Pesca e Aquicultura” que está sendo implantado no país e visa aumentar em cerca de 40% a produção brasileira de pescado, hoje, de um milhão de toneladas ao ano.
As várias ações do Amazônia Aquicultura e Pesca contam com a colaboração entre os Estados para consolidação das políticas voltadas ao desenvolvimento da aquicultura e pesca. O plano prevê ainda a implantação de um modelo de gestão que permite a participação dos países integrantes da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).


Navegando pelo Lago Paranoá
"... o mar de Brasília é o céu" Lúcio Costa
por Aldo Tedesco
Uma das maiores expressões do urbanismo moderno, esta é Brasília.
Fundada em 1960, ainda encontra-se em construção


O lago artificial na bacia do Rio Paranoá

O botânico Glaziou, integrante da Missão Cruls, foi quem primeiro especulou sobre a possibilidade da criação de um lago artificial na Bacia do Rio Paranoá. Entretanto, os primeiros registros oficiais que apontam para a efetiva criação de um lago, para compor a paisagem da nova capital, vêm dos estudos realizados pela Comissão de Localização da Nova Capital do Brasil, mais especificamente da Subcomissão de Planejamento Urbanístico, em 1955. Desses estudos resultou a proposta de implantação de um lago em torno da cidade, por meio da construção de uma barragem no Rio Paranoá.
 
A formação do Lago Paranoá

Iniciada com o fechamento da barragem, em 12 de setembro de 1959, fez com que as águas das nascentes situadas a montante da cidade, propícias para o abastecimento, passassem a encontrar um lago no caminho, onde antes existiam as corredeiras do Rio Paranoá, situadas a jusante. Inicialmente essas corredeiras haviam sido consideradas adequadas para o lançamento dos esgotos tratados e das águas servidas. Entretanto, a idéia do lago, além de contemplar a função de diluidor de efluentes, abriu as possibilidades de lazer, recreação, esporte, turismo, geração de energia e composição paisagística de Brasília. Ao integrar as condicionantes do projeto urbanístico, passou a ser considerado como o maior patrimônio ambiental da escala bucólica da cidade.






Um marajoara na Pesca do Pará.


Nada mais justo que um marajoara, de Cachoeira do Arari, ser nomeado para Superintende Federal da Pesca e Aquicultura no Estado do Pará.

Muitas vezes o acaso faz coisas admiráveis. Certamente, na imensidade de interesses e correlações políticas que tecem a rede federativa entre Belém e Brasília, faltam tempo e percepção para os detalhes.

Não há dúvida de que a escolha ministerial pelo o engenheiro elétrico Carlos Alberto da Silva Leão, nosso Albertinho Leão; vem ao encontro da capacitação profissional e da representação política que este goza e acumula.

Porém o que é de frisar neste ato é a oportunidade para um homem do Marajó, estar situado numa área vital para o desenvolvimento sustentável de um setor sensível e controverso, como a pesca regional. Como sempre, o potencial acende as imaginações e a realidade prima pelas contradições: Mais do que a experiência técnica, aqui é a capacidade de diálogo, compreensão e o arrojo para mostrar novos caminhos que se fazem necessários.

Estamos certos de que o Ministro pode confiar e aguardar uma boa safra de ações do Superintendente Regional e que também muitos amigos e companheiros do Albertinho, inclusive os que nem sabem que o simples caboclo cachoeirense é Oficial de Marinha Mercante e Engenheiro com Pós-graduação em gestão pública pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA/UFPA); estão prontos para ajudá-lo a cumprir a missão.

Esta não será uma tarefa fácil. Temos aí a população mais vulnerável e tradicional do Pará - os ribeirinhos da pesca tradicional. Existe um "Apartheid Social" antigo que dispensa comentários. Mas a cooperação com a pesca industrial terá que ser feita em nome da produtividade e da responsabilidade socioambiental do setor.

Historicamente, o Pará até metade do século XVIII era movido pela pesca dos chamados "gados do rio" (peixe-boi, tartarugas, pirarucu). A moeda corrente eram arrobas de peixe seco e defumado na falta de sal; de modo que a devastação dos recursos da pesca seja ela lacustre, de estuário ou rios, sofreu um impacto extraordinário que vem se agravando no mundo inteiro.

Naturalmente, o Ministério da Aquicultura e da Pesca, criado pelo Presidente Lula, é uma resposta efetiva a este estado de coisas e o Pará, mais do que outra unidade da federação tem muito a oferecer ao Brasil, e quiçá ao mundo, em crise de alimentos, na medida em que políticas, investimentos e pesquisas forem direcionados ao setor.

Sobre o incentivamento para haver a modernização da pesca industrial: não podemos nos esquecer da proteção devida às comunidades artesanais. Estas, na base da pirâmide social devem ser orientadas com seu saber tradicional a dialogar com a ciência e tecnologia, inclinando-se para fazendas e cooperativas de aquicultura.

Nada disto, porém será possível se comunidades da pesca, empresários, políticos, gestores, pesquisadores e o público em geral não se der conta dos urgentes avisos que a FAO está emitindo, agora felizmente sob direção do cientista brasileiro José Graziano da Silva; que por certo o Pará se unir acima de suas históricas divergências para fazer brilhar a estrela solitária do equador atrairá atenção nacional e internacional a fim de que se possa fazer a diferença.

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