HOMENAGEM DA ACADEMIA DO PEIXE FRITO AOS 190 ANOS DA ADESÃO DO PARÁ À INDEPENDÊNCIA

vista aérea da cidade de Muaná, Marajó, Pará.
M
de Muaná, Maio, Mulher Marajoara
homenagem
da Academia do Peixe Frito
aos
190 anos da Adesão do Pará à Independência.
Alô Povo Brasileiro no
Rio de Janeiro e redondezas
do Sul maravilha
de Brasília aos
Pampas.
Daqui da heróica
cidade de Muaná,
na ilha do Marajó, a
gente manda lembranças
da genuína data Magna
na Amazônia brasileira
Adesão do Pará à
Independência.
O Centro-Oeste deve
saber:
suas águas correm a
Amazônia profunda
Lá de São Vicente o
bandeirante Raposo Tavares
saiu a pé e canoa pelo
Tietê
atravessou o Pantanal
Matogrossense
Através do Guaporé e
Madeira
foi ao rio Amazonas
acima e abaixo
guiado por guerreiros
da Nação Tupinambá
que depois de sofrer em
mãos do malvado
o deixaram em Gurupá
falando só
sem eira nem beira nem
ramo de figueira
sem ouro ou prata.
Será que a história
só serve de enfeite aos doutos?
Tontos elogios a
matabugres façanhudos
e a Bandeiras
despregadas!
O Nordeste mais que
todos outros Brasis
há de saber contar a
saga dos Tupinambás
na conquista da Terra dos
Tapuias
casamento da
necessidade com o acaso
encontro da fome com a vontade de comer
a história do Futuro.
Antes de tudo se há de
fazer louvação
da Mulher Marajoara
e outras amazonas
amazônicas
sem elas não podia
haver a paz dos Nheengaíbas
nem adesão de Muaná
164 anos depois de Mapuá.
Por direito só há 190
anos o Norte é brasileiro
masporém, de fato
cá no mato sem
cachorro sem jamais pedir penico
ou socorro
a gente marajoara é do
Brasil
por uma razão sutil
fazendo despertar o
gigante adormecido
na primeira manhã
depois da primeira noite do mundo.
Muito antes de germinar
as primeiras sementes
do bosque de Leiria
mandado plantar por
el-rei Lavrador de Portugal,
Dom Dinis;
a Cultura Marajoara já
estava madura.
Arte primeva do Brasil
para todo mundo ver o peso
que devia ter o tempo
amazônida na memória nacional.
Os bravos Aruãs
começavam a tomar conta
das ilhas Caviana e
Mexiana até a Contracosta
Dom Dinis quis deixar
herança aos nautas
ao plantar o bosque de
Leiria e foram tiradas madeiras
das caravelas de Vasco
da Gama
e da frota de Cabral
quando ninguém sabia
que às portas do
rio-mar das Amazonas
o “uti possidetis”
do Brasil gigante estava pronto
há mais de mil e
tantos anos.
Fonte matriarcal da
história amazônica do Brasil original
escrita no barro
dos começos do mundo,
a cerâmica marajoara.
Sem adesão do Marajó
primeiramente ao mito
tupi da Terra sem males
depois às pazes
oferecidas pelos Jesuítas
o Brasil tordesilhano
ficaria pra sempre
caranguejando pelas
praias do Nordeste.
Enquanto o Grão-Pará
seria castelhano
ou talvez francês
Todas Guianas inclusive
as bocas do grande Amazonas
um enorme Suriname sob
domínio holandês
ou inglês pra freguês
nenhum botar defeito
do que é torto ou
direito.
Prova de que Deus é
brasileiro:
“fizemos Cristo
nascer na Bahia
ou em Belém do
Pará”...
Aí então entra a
inverossímil história de Mapuá
a fim de dar termo a
quarenta e quatro anos de guerras
desde a tomada do
Maranhão:
que sem a controversa
paz dos nheengaíbas
Muaná não poderia
proclamar
a magna Adesão
que deu eco ao Grito do
Ipiranga
às margens plácidas
do Amazonas.
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