domingo, 26 de maio de 2013

HOMENAGEM DA ACADEMIA DO PEIXE FRITO AOS 190 ANOS DA ADESÃO DO PARÁ À INDEPENDÊNCIA

vista aérea da cidade de Muaná, Marajó, Pará.






M de Muaná, Maio, Mulher Marajoara


homenagem da Academia do Peixe Frito
aos 190 anos da Adesão do Pará à Independência.




Alô Povo Brasileiro no Rio de Janeiro e redondezas
do Sul maravilha
de Brasília aos Pampas.
Daqui da heróica cidade de Muaná,
na ilha do Marajó, a gente manda lembranças
da genuína data Magna na Amazônia brasileira
Adesão do Pará à Independência.

O Centro-Oeste deve saber:
suas águas correm a Amazônia profunda
Lá de São Vicente o bandeirante Raposo Tavares
saiu a pé e canoa pelo Tietê
atravessou o Pantanal Matogrossense
Através do Guaporé e Madeira
foi ao rio Amazonas acima e abaixo
guiado por guerreiros da Nação Tupinambá
que depois de sofrer em mãos do malvado
o deixaram em Gurupá falando só
sem eira nem beira nem ramo de figueira
sem ouro ou prata.

Será que a história só serve de enfeite aos doutos?
Tontos elogios a matabugres façanhudos
e a Bandeiras despregadas!
O Nordeste mais que todos outros Brasis
há de saber contar a saga dos Tupinambás
na conquista da Terra dos Tapuias
casamento da necessidade com o acaso
encontro da fome com a vontade de comer
a história do Futuro.
Antes de tudo se há de fazer louvação
da Mulher Marajoara
e outras amazonas amazônicas
sem elas não podia haver a paz dos Nheengaíbas
nem adesão de Muaná 164 anos depois de Mapuá.
Por direito só há 190 anos o Norte é brasileiro
masporém, de fato
cá no mato sem cachorro sem jamais pedir penico
ou socorro
a gente marajoara é do Brasil
por uma razão sutil
fazendo despertar o gigante adormecido
na primeira manhã depois da primeira noite do mundo.

Muito antes de germinar as primeiras sementes
do bosque de Leiria
mandado plantar por el-rei Lavrador de Portugal,
Dom Dinis;
a Cultura Marajoara já estava madura.
Arte primeva do Brasil para todo mundo ver o peso
que devia ter o tempo amazônida na memória nacional.
Os bravos Aruãs começavam a tomar conta
das ilhas Caviana e Mexiana até a Contracosta
Dom Dinis quis deixar herança aos nautas
ao plantar o bosque de Leiria e foram tiradas madeiras
das caravelas de Vasco da Gama
e da frota de Cabral quando ninguém sabia
que às portas do rio-mar das Amazonas
o “uti possidetis” do Brasil gigante estava pronto
há mais de mil e tantos anos.
Fonte matriarcal da história amazônica do Brasil original
escrita no barro dos começos do mundo,
a cerâmica marajoara.

Sem adesão do Marajó
primeiramente ao mito tupi da Terra sem males
depois às pazes oferecidas pelos Jesuítas
o Brasil tordesilhano ficaria pra sempre
caranguejando pelas praias do Nordeste.

Enquanto o Grão-Pará seria castelhano
ou talvez francês
Todas Guianas inclusive as bocas do grande Amazonas
um enorme Suriname sob domínio holandês
ou inglês pra freguês nenhum botar defeito
do que é torto ou direito.

Prova de que Deus é brasileiro:
fizemos Cristo nascer na Bahia
ou em Belém do Pará”...

Aí então entra a inverossímil história de Mapuá
a fim de dar termo a quarenta e quatro anos de guerras
desde a tomada do Maranhão:
que sem a controversa paz dos nheengaíbas
Muaná não poderia proclamar
a magna Adesão
que deu eco ao Grito do Ipiranga
às margens plácidas do Amazonas.

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