sábado, 5 de março de 2011

SAUDAÇÕES MARAJOARAS A ZUMBI DOS PALMARES

saudações Marajoaras à Fundação Cultural Palmares!
votos de trabalho fecundo ao novo presidente Elói Ferreira de Araújo.

CONVITE para descobrimento da NEGRITUDE amazônica profunda, na ilha do Marajó,
donde o piloto de Cristóvão Colombo, o espanhol Vicente Yañez Pinzón, três meses antes do "descobrimento" do Brasil sequestrou 36 "índios" -- os primeiros "negros da terra" da América do Sul, cf. PAPAVERO in "O Novo Éden" -- venham ver o peso da transversalidade da obra do poeta da negritude amazônica BRUNO DE MENEZES e o romanceiro do "índio sutil" DALCÍDIO JURANDIR www.dalcidiojurandir.com.br

o caboco marajoara, filho de índios e negros aculturados por "brancaranas" degredados debaixo da LINHA DO EQUADOR projeta a negritude para além da melanina...

a "academia do peixe frito", na feira do Ver O Peso em Belém com a tradição (morta hoje, podendo ser revitalizada amanhã com todo potencial da DIVERSIDADE CULTURAL AFROLUSOAMAZÔNICA) de S. Benedito da Praia está, há 70 anos, pregando no deserto diante do AUTISMO da elite da cultura brasileira (incluside "representantes" do Povo Marajoara e autoridades do Pará).

As ilhas da AMAZÔNIA MARAJOARA -- espaço territorial do tamanho de Portugal com população comparável a do vizinho Suriname, p. ex.; noves fora o êxodo rual do Marajó na área metropolitana e entorno de Belém, zona Macapá-Santana do Amapá e imigrandes "clandestinos" nas Guianas -- fazem parte da PAISAGEM CULTURAL DO DELTA-ESTUÁRIO PARÁ-AMAZONAS e o Ver O Peso é portal incontornável da mesma.

A CULTURA MARAJOARA www.marajoara.com é a mais antiga cultura complexa da Amazônia (pra não dizer do Brasil...), com 1500 anos de idade.

Os sítios arqueológicos estão quase todos arrombados e pilhados por saques e contrabando desde o achado pelos brancos, no DIA 20 DE NOVEMBRO DE 1756; do primeiro deles (o teso do Pacoval do lago Arari)...

ver marcas da destruição do patrimônio marajoara na obra "Cultura Marajoara" da arqueóloga gaúcha Denise Schaan, ed. SENAC-SP, 2010... Mais de 10 grandes museus no país e no exterior detém coleções de cerâmica marajoara pré-colombiana sem nenhuma RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL em relação às populações tradicionais do Marajó (afrodescendentes, cabocos e quilombolas), o que poderia ocorrer mediante AMPARO governamental (União, Estado e Municípios da região, 16 exatamente) ao MUSEU DO MARAJÓ www.museudomaarajo.com.br

A última vontade do fundador do ECOMUSEU marajoara (que, de fato, é isto que ele é) ficou expressa na obra "Motivos Ornamentais da Cerâmica Marajoara" de Giovanni Gallo: transformar a "Associação O Museu do Marajó" mantenedora do museu em uma fundação...

É claro que o responsável por este blog, sob ponto de vista das autoridades e algumas pessoas que por acaso se tornaram "herdeiros" do Museu do Marajó; não tinha mais que se meter aonde não foi chamado. Mas, na verdade, este "carma" me foi repassado por meus antepassados brancos ignorantes da tradição da própria terra onde enterraram os seus ossos, pretos despossuídos de tudo inclusive de memória da mãe África distante e índios "nheengaíbas" e "abaetés" inocentes úteis da malfadada Colonização...

o caboco que vos fala está na situação solitária do "índio sutil" e do padre insubmisso à hierarquia que acabou sendo "o homem que implodiu". Felizmente ou infelizmente não está em meus planos implodir ou explodir coisa nenhuma e quanto a me comparar a Dalcídio não tenho eu tamanha merecendência...

sou apenas um escrivinhador insone numa ilha sonâmbula que manda mensagens a todos e a ninguém. Tudo que escrevo é apenas o interminável ensaio da garrafa de náufrago duma civilização neotropical embargada à força da conquista do rio das "amazonas"... Meu compromisso é com as gerações futuras: tal qual o desconhecido pescador de gapuia, por necessidade e acaso, arquiteto dos tesos de aldeias e necrópoles suspensas sobre campos alagados para contemplação de manadas de búfalos.

que se não engane a respeito deste blog: ele não está contra nem a favor de nenhuma "tribo" sejam elas de batalhadores locais pela sorevivência ou de engravatados a serviço de palácios. Mas, gostaria de acrescentar um mãozinha de argila à obra dos antigos deixada para trás entre chuvas e esquecimento; a fim de operar o milagre da renascença dos campos encharcados na aurora do futuro mais justo para aqueles que hão de vir na sucessão dos tempos.

SUGESTÃO DE TRABALHO

unir forças dos movimentos sociais indígenas e afrodescendentes sobre a questão marajoara, tendo a singularíssima Ilha do "homem malvado" (o marajó), falante da "língua ruim" ("nheengaíba); como a capital brasileira da NEGRITUDE: 20 DE NOVEMBRO, DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA /e/ DA CULTURA MARAJOARA

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