POEMAS DA ALDEIA

cidade universitária do Guamá - campus da UFPA (Belém do Pará).
Aldeia Marambaia, 11 de novembro de 2016
Comuna de Guamá
Então a pátria amada Brasil em súbito perigo
Educação nacional prestes a entrar pelo cano
Como nunca dantes
A estudantada brasileira que nem na queda
Da Bastilha agitada
Relembra a Comuna de Paris às margens plácidas
Rio do cacique bandoleiro dos Aruãs e Mexianas
Resistência das ilhas do Marajó à Colonização outrora
Mocidade parauara desafia agora a Colonialidade
Meu mestre zenbubuia Thiago de Mello
Poeta da Floresta camaradauaçu de Ajuricaba
Melhor que ninguém pra nos mostrar o caminho
Revolução antropoética do ajuricabano
Assim rezando:
"faz escuro mas eu canto"...
O vate canta do alto dos seus novent'anos
Que nem galo da madrugada
Acordando a luz da manhã
Eu que não sei rezar me ponho também a cantar
Porém por mim e a Criaturada grande de Dalcídio
A desencantar a lenda da primeira noite do mundo.
Ai de mim!
Cantador sem graça querendo deslendar o mundo
Acordar o Gigante adormecido e desencantar
A cobragrande Boiúna na metamorfose da Princesa
Elogiar a academia do peixe frito
Chorar a triste sina do pescador do Norte
Sem lhe maldizer a sorte
Que nem Mestre Lucindo jamais cantou
Masporém por precisão hei de fazer das tripas
Coração.
Tal qual a mocidade estudantil do Brasil
Hoje ocupa tudo no revira
A fim de protestar contra o triste golpe pra lamentar
A gente quer ocupar também a universidade da maré
Até a noite escura se acabar Educação nacional prestes a entrar pelo cano
Como nunca dantes
A estudantada brasileira que nem na queda
Da Bastilha agitada
Relembra a Comuna de Paris às margens plácidas
Rio do cacique bandoleiro dos Aruãs e Mexianas
Resistência das ilhas do Marajó à Colonização outrora
Mocidade parauara desafia agora a Colonialidade
Meu mestre zenbubuia Thiago de Mello
Poeta da Floresta camaradauaçu de Ajuricaba
Melhor que ninguém pra nos mostrar o caminho
Revolução antropoética do ajuricabano
Assim rezando:
"faz escuro mas eu canto"...
O vate canta do alto dos seus novent'anos
Que nem galo da madrugada
Acordando a luz da manhã
Eu que não sei rezar me ponho também a cantar
Porém por mim e a Criaturada grande de Dalcídio
A desencantar a lenda da primeira noite do mundo.
Ai de mim!
Cantador sem graça querendo deslendar o mundo
Acordar o Gigante adormecido e desencantar
A cobragrande Boiúna na metamorfose da Princesa
Elogiar a academia do peixe frito
Chorar a triste sina do pescador do Norte
Sem lhe maldizer a sorte
Que nem Mestre Lucindo jamais cantou
Masporém por precisão hei de fazer das tripas
Coração.
Tal qual a mocidade estudantil do Brasil
Hoje ocupa tudo no revira
A fim de protestar contra o triste golpe pra lamentar
A gente quer ocupar também a universidade da maré
Pra ver raiar novo dia da nossa Democracia popular
Cabana no país do cacique Guamá
Uma nova cabanagem amanhecendo
Desta feita a gente mais alerta
Do que nunca a resistir à maldade colonial
Pela comuna amazônica da inteligência solidária.
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