sexta-feira, 15 de agosto de 2014

DATA MAGNA




AGOSTO

Hoje, na história do Pará, se comemoram os 191 anos da nacionalidade brasileira usufruída pelo povo paraense, supostamente alcançada no dia 15 de agosto de 1823 através do ato de Adesão à Independência do Brasil... 

Trata de um engano induzido pela historiografia neocolonial.  A verdadeira Adesão do Pará à Independência do Brasil ocorreu a 28 de Maio na heroica Vila de Muaná, na ilha do Marajó. A data de
15 de agosto em Belém foi a rendição formal do poder colonial português frente ao Império do Brasil obtida em 11 de agosto sob ameaça de bombardeio da cidade pelo brigue "Maranhão", sob comando do mercenário inglês John Pascoe Grenfell. 

Este agente do imperialismo inglês, subordinado à frota de lorde Thomas Cochrane à serviço de Dom Pedro I (Príncipe herdeiro da coroa de Portugal); foi responsável pela derrubada militar do paraense cônego Batista Campos, na presidência do primeiro governo civil do Pará eleito após a Adesão Paraense de 28 de Maio. Pois os nacionalistas haviam compreendido que a encenação de 15 de agosto não passou duma farsa colonialista e as ameaças de Grenfell fora ardil a fim de intimidar os portugueses a aceitar o império do Rio de Janeiro.

Dando a missão no Pará por cumprida, Grenfell retornou ao Maranhão. Todavia, mal o brigue havia partido do porto de Belém e paraenses remanescentes do movimento de 14 de Abril repuseram Batista Campos com os membros do primeiro governo pós-colonial do poder. O brigue "Maranhão" com Grenfell e a guarnição de mercenária a bordo foi alcançado cerca da vila da Vigia por caramurus (partido português) saídos de Belém a cavalo e avisado a tempo voltou desembarcando tropa em Belém onde, em primeiro lugar, fez prisioneiro o presidente paraense Batista Campos amarrado-o à boca de canhão com morrão aceso (não o matou devido a reação popular temendo pela própria vida caso a multidão se levantasse e assim atendeu a rogos de pessoas ponderadas e influentes, como o bispo Dom Romualdo Coelho). 

Todavia escolheu aleatoriamente cinco pessoas do povo e os mandou fuzilar sumariamente para aterrorizar o povo paraense. Centenas foram recolhidos à prisão juntando-os à sorte dos anticolonialistas de 14 de Abril e 28 de Maio que já se achavam presos em Portugal. Destes novos prisioneiros, 252 foram recolhidos ao porão de navio no porto onde morreram asfixiados. Episódio conhecido na história como a "Tragédia do brigue Palhaço" (causa direta da Cabanagem de 1835, que eclodiu depois da perseguição e morte do líder paraense Batista Campos). Destes tristes episódios é que a "data magna" e feriado estadual de 15 de agosto lembram aos paraenses.

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